Falso câncer: vakinha de pastor é uma farsa? Entenda caso
Anamaria

Um caso envolvendo fé, solidariedade e suspeita de golpe chamou a atenção de fiéis e autoridades em Rondonópolis. Um pastor de 44 anos foi denunciado por integrantes da própria igreja após afirmar que enfrentava um câncer de reto e pedir ajuda financeira para custear um suposto tratamento. No entanto, conforme os relatos, a história pode não ser verdadeira.
Logo após o anúncio da doença, a congregação se mobilizou. Os fiéis organizaram campanhas nas redes sociais, rifas e bazares para arrecadar recursos. No dia 10 de abril de 2025, uma vakinha online chegou a arrecadar mais de R$ 11 mil em doações. Contudo, com o passar do tempo, a falta de informações claras sobre o uso do dinheiro despertou desconfiança entre os membros da igreja.
Falso câncer levanta suspeitas e gera denúncia
Segundo o boletim de ocorrência, o pastor alegava estar com falso câncer, diagnóstico que motivou a onda de solidariedade. Entretanto, após o saque do valor arrecadado na vakinha online, ele não apresentou comprovantes médicos nem esclareceu o destino dos recursos. Por isso, membros da igreja decidiram investigar por conta própria.
De acordo com os denunciantes, hospitais e o plano de saúde citado pelo líder religioso não encontraram qualquer registro de atendimento ou diagnóstico oncológico em seu nome. Ou seja, não havia indícios da doença que justificasse a arrecadação. Diante disso, outras pessoas também procuraram a delegacia afirmando terem contribuído e se sentido enganadas.
Vakinha online e o medo de quem ajudou
Vale destacar que golpes envolvendo vakinha online têm crescido no país, especialmente quando apelam para doenças graves. Especialistas recomendam sempre solicitar documentos, laudos médicos e transparência na prestação de contas.
Pastor investigado e próximos passos
Agora, a Polícia Civil apura se houve crime de estelionato e qual foi o real destino do dinheiro. O pastor investigado poderá ser responsabilizado caso fique comprovado que inventou o falso câncer para obter vantagem financeira. Enquanto isso, os denunciantes aguardam respostas e tentam reconstruir a confiança abalada.
Resumo: Um pastor de Rondonópolis é acusado de inventar um câncer para arrecadar dinheiro. A vakinha somou mais de R$ 11 mil, mas não houve prestação de contas. Hospitais não confirmaram a doença. A Polícia Civil investiga o caso e possíveis crimes.
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