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13 pessoas são presas após incêndio em complexo residencial em Hong Kong
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13 pessoas são presas após incêndio em complexo residencial em Hong Kong

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Aventuras Na História
01/12/2025 11h05
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O governo de Hong Kong anunciou, nesta segunda-feira, 1º de dezembro, que já foram detidas 13 pessoas em conexão com o incêndio devastador que resultou na morte de 151 indivíduos no último dia 26. O incidente, que ocorreu em um complexo residencial de arranha-céus, levanta sérias questões sobre a segurança e os regulamentos de construção na região.

Na quinta-feira, 27, a polícia realizou uma operação em busca de evidências no escritório da Prestige Construction & Engineering Company, a qual estava encarregada das reformas no prédio afetado. Fontes da agência de notícias Associated Press (AP) relataram que diversas caixas contendo documentos foram apreendidas como parte da investigação.

Ainda não há confirmação sobre a relação entre todos os detidos e a construtora mencionada. No entanto, as autoridades locais destacaram que as telas de proteção utilizadas nos andaimes ao redor do condomínio não atendiam aos padrões de resistência ao fogo.

Chris Tang, secretário de Segurança de Hong Kong, informou que testes realizados em 120 amostras do material revelaram que sete delas estavam fora dos requisitos estabelecidos. Além disso, o governo indicou falhas nos sistemas de alarme de incêndio dos edifícios, que não funcionaram adequadamente durante a tragédia.

Na última sexta-feira, 28, os bombeiros finalizaram as operações para controlar as chamas. Este incêndio se tornou o mais mortal registrado em Hong Kong nas últimas três décadas, consumindo sete torres com 31 andares cada.

As doações destinadas aos sobreviventes já totalizam cerca de 900 milhões de dólares de Hong Kong (aproximadamente R$ 618 milhões, na cotação atual), conforme relatado por fontes oficiais. Um memorial improvisado próximo ao local da tragédia tem sido constantemente visitado por cidadãos que deixam flores e mensagens em homenagem às vítimas.

Incêndio trágico

O complexo habitacional afetado está situado no distrito de Tai Po e abriga aproximadamente 4.600 moradores em cerca de dois mil apartamentos, conforme dados do censo realizado pelo governo em 2021.

O Departamento de Bombeiros recebeu o alerta sobre o incêndio às 3h51 (horário local), mobilizando centenas de agentes para o combate às chamas. Em decorrência da gravidade da situação, o nível de alerta foi elevado para 5, o mais alto possível, resultando na mobilização adicional de mil policiais, conforme repercute o g1.

O Departamento de Transportes também informou sobre o fechamento total de uma seção da rodovia Tai Po e alterações nas rotas dos ônibus locais devido à emergência. A polícia isolou duas quadras próximas ao condomínio afetado durante o incidente, mas essas áreas já foram liberadas.

Historicamente, Hong Kong enfrenta desafios relacionados a incêndios. O último caso significativo ocorreu em 1996, quando 41 pessoas perderam a vida devido a um fogo causado por atividades de soldagem durante reformas internas. Esse episódio levou à implementação de mudanças nas normas de construção e segurança contra incêndios em edifícios altos.

Embora o uso de andaimes de bambu seja uma prática tradicional na arquitetura chinesa e ainda prevalente em Hong Kong, as autoridades estão reavaliando sua utilização após 22 mortes envolvendo trabalhadores entre 2019 e 2024. Este ano, pelo menos três incêndios associados a essa estrutura foram registrados, segundo informações fornecidas por associações dedicadas à defesa dos direitos das vítimas de acidentes industriais.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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