Após deslizamento de terra, cidade na Itália fica à beira de precipício
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Chuvas intensas recentes na cidade de Niscemi, localizada na Sicília, provocaram um deslizamento de terra significativo nesta semana, deixando várias residências à beira de um precipício. A informação foi confirmada nesta terça-feira, 27, pelo chefe da Defesa Civil italiana.
Com uma população aproximada de 25 mil habitantes, Niscemi se encontra em um planalto que, segundo as autoridades competentes, está progressivamente cedendo para a planície abaixo. Em resposta à crise, mais de 1.500 residentes foram evacuados de suas casas.
A situação se agravou com o colapso de grandes trechos da encosta, fazendo com que edificações ficassem em posição precária. Um veículo foi encontrado virado em direção ao abismo, simbolizando a gravidade do evento. O chefe da Defesa Civil, Fabio Ciciliano, alertou a imprensa local sobre a condição inabitável das moradias nas áreas afetadas, enfatizando que os moradores dessas regiões precisarão ser realocados de forma permanente.
“Sejamos claros: há casas na beira do deslizamento que estão inabitáveis”, destacou Ciciliano. “Assim que a água baixar e o deslizamento parar ou diminuir a velocidade, uma avaliação mais precisa será feita… O deslizamento ainda está ativo.”
No dia anterior, vale mencionar, o governo italiano — sob a liderança da primeira-ministra Giorgia Meloni — havia declarado estado de emergência nas regiões da Sicília, Sardenha e Calábria, as quais foram severamente impactadas pela tempestade violenta ocorrida na semana passada.
Mudanças climáticas na Itália
Nos últimos anos, eventos climáticos extremos têm se tornado cada vez mais comuns na Itália. Inundações devastadoras têm atingido diversas cidades do país, resultando em inúmeras fatalidades e elevando o risco de deslizamentos e enchentes em locais que antes não eram tão suscetíveis, repercute a CNN Brasil.
Em resposta às necessidades imediatas das áreas mais atingidas pela recente calamidade, o governo disponibilizou 100 milhões de euros (cerca de R$ 626 milhões). Entretanto, as estimativas locais apontam para danos superiores a 1 bilhão de euros devido aos efeitos dos ventos fortes e das ondas que avançaram sobre as defesas costeiras, causando destruição a residências e estabelecimentos comerciais.
A evacuação repentina gerou inquietação e descontentamento entre os habitantes locais. Muitos moradores expressaram sua frustração com a falta de ações preventivas após eventos similares no passado. “Me disseram que tenho que sair, mesmo que nada tenha desabado dentro ou embaixo da minha casa”, declarou um deles, chamado Francesco Zarba. “Tivemos o primeiro deslizamento de terra há 30 anos, e ninguém fez nada.”