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Após virais, termo 'maçonaria' ultrapassa 'satanismo' nas redes sociais
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Após virais, termo 'maçonaria' ultrapassa 'satanismo' nas redes sociais

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Aventuras Na História
10/10/2022 20h27
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A primeira semana do segundo turno das eleições presidencial, entre Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ficou marcada com intensos ataques religiosos de lado a lado. Conforme publicado no UOL, as palavras "satanismo" e "maçonaria", foram os termos mais procurados no Google.

A fonte fez com o Torabit, plataforma de monitoramento digital, uma análise das palavras citadas anteriormente no período de 26 de setembro a 5 de outubro. Após os estudos da plataforma, foi identificado que o termo "maçonaria", associado a Bolsonaro, foi mais buscado do que a palavra "satanismo", anteriormente ligado ao candidato do PT.

A palavra "maçonaria", foi procurada mais de 958 mil vezes durante o período mencionado anteriormente. Entretanto, na última terça-feira, 4, dia em que viralizou uma gravação antiga de Bolsonaro num aparente templo maçônico, o termo foi procurado 829 mil vezes.

Em relação à palavra "satanismo", ela foi digitada 63 mil vezes, com o auge da procura também no dia 4, quando teve 58 mil buscas registradas.

Guerra religiosa

Na última segunda-feira, 3, dia seguinte do primeiro turno das eleições, após a publicação de um vídeo em que um suposto satanista reconhecido como, Vicky Vanilla, surge com uma camisa vermelha escrita "o voto é secreto", uma estrela e uma foto de Lula ao fundo, os apoiadores do até então atual presidente Bolsonaro, ligaram a palavra "satanismo" ao candidato do PT.

Vanilla, que se autodenomina como "mestre luciferiano", afirmou no vídeo que vários grupos religiosos "se uniram" para se manifestarem contra os apoiadores de Bolsonaro.

Após o vídeo viralizar nas redes sociais, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), repostou o vídeo falando que "a guerra é espiritual".

Em relação ao termo "maçonaria" ligado a Bolsonaro, no dia seguinte do vídeo do suposto satanista ser divulgado nas redes sociais, viralizou na internet um vídeo do atual presidente entrando em uma loja maçônica.

Ainda segundo informações da plataforma de monitoramento digital mencionada anteriormente, o candidato do PL teve 50,9% das menções sobre satanismo contra 49,1% sobre Lula durante o período de 26 de setembro a 5 de outubro.

Anteriormente muito mais associado ao candidato Lula, o termo satanismo passou a ser mais associado a Bolsonaro nas redes, a partir da repercussão do vídeo do presidente na maçonaria", declarou a empresa Torabit no relatório.

De acordo com Marie Santini, coordenadora do NetLab, Laboratório de Estudos de Internet e Mídias Sociais da UFRJ, o caso se trata de uma falsa guerra religiosa em virtude de uma população que a maioria se declara cristã.

"Eles têm interesse em implementar a ideia de que estamos diante de uma guerra religiosa e, a partir de então, disseminar essa espécie de pânico moral através do que a gente chama de desinformação", declarou Santini.

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