Home
Notícias
Assassino de John Lennon diz que matou beatle 'para ser alguém'
Notícias

Assassino de John Lennon diz que matou beatle 'para ser alguém'

publisherLogo
Aventuras Na História
20/10/2025 19h05
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
https://timnews.com.br/system/rss_links/images/50839/original/Aventuras_na_Histo%CC%81ria.png?1764190102
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE

Mark David Chapman, o homem que assassinou John Lennon no ano de 1980, compartilhou recentemente com um comitê de liberdade condicional suas motivações para o crime. De acordo com o americano, a ação foi movida por um desejo egoísta de “ser alguém“. A revelação ocorre às vésperas do 45º aniversário do assassinato, e foi relatada pelo “New York Post” a partir de uma transcrição da audiência realizada na Penitenciária Green Haven, no condado de Dutchess.

Na ocasião, Chapman, que tem hoje 70 anos, admitiu que sua decisão foi motivada unicamente por questões pessoais relacionadas à fama e à popularidade do ex-integrante dos Beatles. “Isso foi por mim e somente por mim, infelizmente, e teve tudo a ver com a popularidade dele”, afirmou o réu, segundo o portal Extra.

Chapman disparou contra Lennon em frente ao famoso prédio Dakota, em Nova York, em 8 de dezembro de 1980. Desde então, ele tem buscado a liberdade condicional e esta foi sua 14ª tentativa sem sucesso. Durante a audiência, ele expressou arrependimento pelos danos causados aos admiradores e amigos da lenda da música, mas o comitê não demonstrou convicção em relação à sinceridade de seu pedido de desculpas.

Quando questionado sobre as razões que o levaram a cometer tal ato violento, Chapman revelou: “Para ser famoso, para ser algo que eu não era”. Ele refletiu ainda sobre seu estado mental na época, afirmando que estava em um ponto muito baixo em sua vida e se deu conta de que poderia ter um propósito sem precisar recorrer à morte.

De fã a assassino

Chapman, que cresceu em uma família presbiteriana na cidade de Decatur, Geórgia, era fã dos Beatles. No entanto, sua admiração se transformou em indignação diante do estilo de vida de Lennon e suas declarações controversas, como o comentário sobre a banda ser “mais popular que Jesus” e as letras provocativas das músicas “God” e “Imagine”.

Além de Lennon, Chapman também cogitou assassinar outras personalidades públicas como o comediante Johnny Carson, o beatle Paul McCartney e a atriz Elizabeth Taylor. Na época do crime, ele não tinha antecedentes criminais e havia recentemente deixado seu emprego como segurança no Havaí.

Em audiências anteriores para a concessão de liberdade condicional, Chapman já havia manifestado pensamentos semelhantes sobre sua busca por notoriedade, admitindo ter “maldade no coração”. Após o homicídio, sua defesa inicialmente planejou argumentar insanidade mental baseada na avaliação de especialistas que afirmaram que ele estava em um estado psicótico no momento do crime.

Acusado de assassinato em segundo grau, Chapman confessou à polícia ter utilizado balas de ponta oca para garantir a morte de Lennon. Ele foi condenado à prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional após vinte anos, cinco anos a menos do que a pena máxima estipulada antes da concessão do benefício.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
icon_WhatsApp
icon_Twitter
icon_facebook
icon_email
PUBLICIDADE
Confira também