Caso Epstein: Reino Unido divulga documentos sobre Andrew
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O governo do Reino Unido divulgou documentos oficiais relacionados à atuação do Príncipe Andrew como representante especial para comércio e investimentos internacionais do país.
Segundo reportagem do g1, a publicação ocorreu após pedidos por maior transparência envolvendo o papel desempenhado pelo membro da família real britânica ao longo dos anos 2000.
Andrew, irmão do rei Charles III e filho da falecida Elizabeth II, ocupou o cargo entre 2001 e 2011. Durante esse período, participou de viagens internacionais e compromissos ligados à promoção de negócios britânicos no exterior.
Os documentos foram divulgados nesta quinta-feira (21), e mostram que a rainha Elizabeth II apoiava a atuação do filho na função. Um dos registros apresentados menciona o interesse da monarca em vê-lo ocupando um papel relevante na promoção comercial do Reino Unido.
Arquivos de Andrew
Segundo o g1, parte dos documentos internos revelados demonstra preocupação de autoridades britânicas com a exposição pública do então príncipe durante compromissos oficiais.
Um memorando citado pela reportagem indicava que o perfil altamente conhecido de Andrew exigia atenção especial na condução de eventos e contatos internacionais. A divulgação ocorreu alguns meses depois de parlamentares acusarem o irmão do rei de priorizar sua amizade com Epstein em detrimento da nação.
E revelou que não foram encontrados registros de uma verificação formal de antecedentes antes da nomeação de Andrew para o cargo. A informação foi confirmada ao Parlamento britânico pelo ministro Chris Bryant, de acordo com a reportagem.
Os arquivos foram publicados após questionamentos de parlamentares britânicos sobre a atuação oficial do príncipe e suas relações pessoais ao longo daquele período. Segundo o g1, os documentos analisados tratam especificamente de sua função diplomática e comercial dentro da estrutura do governo britânico.
Ao longo dos dez anos em que ocupou o cargo, Andrew participou de diferentes missões internacionais representando interesses econômicos do Reino Unido. A função não era remunerada, mas colocava o integrante da família real em posição de destaque em encontros diplomáticos e comerciais.
A divulgação dos documentos reacendeu discussões no Reino Unido sobre transparência envolvendo figuras públicas ligadas à monarquia britânica e ao governo.
*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes

