Filho da princesa da Noruega pode pegar mais de sete anos de prisão
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A promotoria norueguesa solicitou, nesta quarta-feira, 18, uma pena de sete anos e sete meses de prisão para Marius Borg Høiby, filho da princesa herdeira Mette-Marit. Após seis semanas de julgamento no Tribunal Distrital de Oslo, as autoridades consideram o réu culpado de 39 dos 40 crimes imputados.
Entre as acusações mais graves estão quatro estupros, violência doméstica e agressões físicas, além de infrações relacionadas a drogas e violações de trânsito.
Alegações e impacto na realeza
Embora o jovem de 29 anos tenha admitido a culpa em delitos considerados menores, como a posse de entorpecentes e algumas infrações de trânsito, Høiby nega categoricamente todas as acusações de abuso sexual.
O procurador-geral, Sturla Henriksbø, enfatizou a gravidade das condutas durante o penúltimo dia de julgamento, destacando que o réu teria filmado os episódios de abuso. Segundo o promotor, tal ato implica uma violação ainda maior da integridade das mulheres envolvidas, exigindo uma punição exemplar e concreta por parte do Estado.
De acordo com informações repercutidas pelo jornal The Guardian, o caso gera uma crise sem precedentes para a monarquia norueguesa, atraindo atenção da mídia internacional. Durante as sessões, figuras públicas como a influenciadora Nora Haukland, ex-parceira de Høiby, prestaram depoimentos sobre os episódios de violência.
Paralelamente, a princesa Mette-Marit enfrenta pressão pública devido a supostas ligações passadas com Jeffrey Epstein, enquanto lida com problemas de saúde que a afastaram de compromissos oficiais.
Desfecho Judicial
O advogado da polícia, Andreas Kruszewski, defendeu que a exposição midiática não deve servir como atenuante para a redução da pena, dado que o réu reiterou práticas criminosas mesmo sob vigilância pública.
O julgamento está previsto para encerrar na quinta-feira, 19, mas o veredito final dos juízes pode levar meses para ser anunciado. Se condenado, Høiby deverá cumprir a pena em regime fechado e manter distância das vítimas por pelo menos dois anos.
*Sob supervisão de Fabio Previdelli

