Gabriela Rico Jimenez: modelo mexicana desapareceu por conta de Epstein?
Aventuras Na História
Mesmo após sua morte, em 2019, o nome de Jeffrey Epstein continua a ocupar o centro de uma das maiores controvérsias envolvendo poder, crimes sexuais e impunidade nos Estados Unidos. Bilionário com conexões extensas nos círculos político, financeiro e acadêmico, Epstein construiu uma ampla rede de influência que lhe garantiu acesso a figuras proeminentes — e, segundo acusações, proteção institucional — enquanto cometia abusos contra dezenas de jovens.
Epstein foi preso pela primeira vez em 2006, acusado de crimes sexuais contra menores na Flórida. Dois anos depois, fechou um acordo judicial que lhe permitiu cumprir uma pena branda, evitando acusações federais mais severas e protegendo possíveis cúmplices. O acordo se tornaria, anos mais tarde, um dos elementos mais criticados do caso, frequentemente citado como exemplo de justiça seletiva e favorecimento a réus poderosos.
Em julho de 2019, Epstein foi novamente preso, desta vez por acusações federais de tráfico sexual de menores, envolvendo crimes cometidos em diferentes estados e ao longo de anos. Pouco mais de um mês depois, foi encontrado morto em sua cela em um presídio federal de Nova York. A morte foi oficialmente classificada como suicídio, mas ocorreu em circunstâncias marcadas por falhas graves de vigilância, o que alimentou suspeitas, investigações internas e teorias de encobrimento.
Documentos judiciais, depoimentos e listas de contatos divulgados ao longo dos últimos anos reacenderam o debate sobre a possível participação — ou conivência — de empresários, políticos e outras figuras públicas com os crimes pelos quais Epstein era julgado. Embora muitos nomes citados neguem envolvimento em crimes, a divulgação contínua desses registros mantém o caso vivo no debate público.
Na última sexta-feira, 30 de janeiro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou um novo lote de documentos relacionados a Epstein que, dessa vez, trouxeram à tona um caso perturbador de 2009 envolvendo o desaparecimento da modelo mexicana Gabriela Rico Jimenez. Teorias apontam para uma possível relação entre o caso e Epstein.
Canibalismo entre a elite?
Em 3 agosto de 2009, quando tinha apenas 21 anos, Gabriela Rico Jimenez chamou grande atenção nas manchetes após causar um escândalo em frente ao hotel Fiesta Inn, em Monterrey, no México. Na ocasião, ela participava de um evento privado para modelos de elite; porém, naquela noite, a modelo foi avistada gritando histericamente “eles comeram uma pessoa. Eu não sabia. Eu queria liberdade”.
Rapidamente a polícia chegou ao local e escoltaram-na para longe; no entanto, Gabriela Jimenez nunca mais foi vista em público após aquela noite, informa o Times Now News. Seu desaparecimento se tornou uma das teorias da conspiração mais assombrosas das últimas décadas, ainda mais considerando suas acusações de que membros da “elite global” estavam envolvidos em canibalismo.
“Comeram humanos!”, disse ela na ocasião, conforme pode ser visto em vídeos. “Repugnante! Comeram humanos! Eu não sabia de nada. Quer dizer, dos assassinatos, sim… Mas que eles tinham comido humanos! Humanos! Eles cheiram a carne humana”.
Novas provas?
O interesse no caso de Jimenez aumentou agora com a divulgação de novos documentos de Epstein, que mencionavam uma festa em um iate que, inclusive, há alegações de ter sido palco de comportamentos extremos e perturbadores. Entre eles: pessoas comendo fezes de intestinos humanos.
Além disso, nos novos dados divulgados, é possível encontrar um e-mail supostamente enviado do endereço digital conhecido de Epstein no dia 24 de abril de 2009, meses antes do surto e desaparecimento de Gabriela Rico Jimenez, que dizia: “onde você está? Você está bem? Adorei o vídeo de tortura“.
Devido à natureza perturbadora do novo material associado a Epstein, muitos internautas resgataram o caso de Jimenez e começaram a especular sobre possíveis conexões entre os arquivos de Epstein e as acusações feitas pela modelo em 2009 — possivelmente, dizem as teorias, o episódio de canibalismo a que Jimenez se referia seja sobre a festa no iate; ou pior: o caso do iate poderia ser apenas mais uma vítima que enfrentou tal destino.
Até hoje, nunca surgiram novas informações sobre o paradeiro de Gabriela Jimenez, e o mistério em torno de seu desaparecimento continua intrigando internautas de todo o mundo. O caso de Epstein, por sua vez, ainda pode ter mais revelações com o tempo, avanço de investigações e maiores divulgações de documentos.
