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Morre Jesse Jackson, líder dos direitos civis que foi candidato à presidência dos EUA
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Morre Jesse Jackson, líder dos direitos civis que foi candidato à presidência dos EUA

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Aventuras Na História
17/02/2026 14h51
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O líder dos direitos civis dos Estados Unidos Jesse Jackson morreu recentemente aos 84 anos, informou a família em comunicado divulgado nesta terça-feira, 17. Pastor batista e aliado próximo de Martin Luther King Jr., ele se tornou uma das vozes mais influentes do movimento por igualdade racial no país e disputou duas vezes a indicação presidencial pelo Partido Democrata.

Criado no sul dos Estados Unidos durante o período de segregação racial, Jackson construiu sua trajetória pública a partir da atuação religiosa e do engajamento político. Ao longo das décadas, esteve envolvido em negociações diplomáticas, missões humanitárias e campanhas contra a discriminação racial, consolidando um legado associado à defesa dos direitos civis e à ampliação da representatividade política.

A família destacou o papel do ativista em diferentes frentes de atuação. “Nosso pai era um líder servidor — não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados em todo o mundo”, disse a família Jackson.

Trajetória de Jesse Jackson

Nascido em 8 de outubro de 1941, em Greenville, na Carolina do Sul, Jesse Jackson se envolveu com a política ainda jovem. Na década de 1960, ganhou projeção nacional ao assumir papel de liderança na Conferência de Liderança Cristã do Sul, organização comandada por Martin Luther King Jr. A entidade foi um dos principais pilares da mobilização pelos direitos civis naquele período.

Jackson estava ao lado de King em 1968, quando o líder foi assassinado em Memphis. A convivência com o prêmio Nobel da Paz marcou sua formação política e reforçou seu compromisso com a agenda de combate ao racismo e promoção da justiça social, repercute o g1.

Em 1971, fundou a Operation PUSH, organização voltada à promoção de oportunidades econômicas e sociais para comunidades marginalizadas. Doze anos depois, criou a National Rainbow Coalition, ampliando sua atuação no campo do ativismo e articulando diferentes grupos em torno de uma plataforma política comum.

Além da militância, Jackson buscou espaço institucional na política partidária. Ele concorreu à indicação presidencial democrata em 1984 e novamente em 1988, tornando-se um dos primeiros afro-americanos a disputar com relevância a nomeação de um grande partido nos Estados Unidos. Embora não tenha obtido a candidatura, suas campanhas ampliaram o debate sobre inclusão racial e justiça social dentro do país.

Ao longo da vida pública, também participou de iniciativas diplomáticas e humanitárias, atuando em negociações e missões fora do país. Sua trajetória combinou liderança religiosa, ativismo e ambições eleitorais, refletindo as transformações do movimento pelos direitos civis nas últimas décadas do século 20.

A morte de Jesse Jackson encerra a trajetória de um dos nomes mais conhecidos da luta por igualdade racial nos Estados Unidos, cuja atuação atravessou diferentes frentes, da mobilização de base à disputa presidencial, e influenciou gerações de ativistas e líderes políticos.

Declaração da família Jackson

“É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento do líder dos direitos civis e fundador da Rainbow PUSH Coalition, o reverendo Jesse Louis Jackson Sr. Ele morreu pacificamente na manhã de terça-feira, cercado por sua família.

Seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global por liberdade e dignidade. Incansável agente de transformação, ele deu voz aos que não eram ouvidos — desde sua campanha presidencial nos anos 1980 até a mobilização de milhões de pessoas para se registrarem para votar, deixando uma marca indelével na história.

O reverendo Jackson deixa a esposa, Jacqueline; os filhos Santita, Jesse Jr., Jonathan, Yusef e Jacqueline; a filha Ashley Jackson; e netos. Ele foi precedido na morte por sua mãe, Helen Burns Jackson; seu pai, Noah Louis Robinson; e seu padrasto, Charles Henry Jackson.”

“Nosso pai foi um líder servidor — não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os esquecidos ao redor do mundo”, afirmou a família Jackson. “Nós o compartilhamos com o mundo e, em troca, o mundo tornou-se parte de nossa família estendida. Sua crença inabalável na justiça, na igualdade e no amor elevou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores que ele viveu.”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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