Novo estudo examina o papel social da arte rupestre da Idade do Bronze Nórdica
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Segundo a pesquisa, um grupo restrito de mestres escultores teria controlado a criação da arte rupestre, supervisionando tanto as habilidades técnicas quanto o conhecimento ritual necessário para a sua produção. Esses artistas não apenas transmitiram esse saber às gerações seguintes, mas também utilizaram suas obras como instrumentos de influência social e política nas comunidades em que viviam.
A análise envolveu a variação nas formas, localização e associação das gravuras, combinando teorias sociais, comparações interculturais, documentação 3D precisa e análises estatísticas. Os resultados sugerem que o desenvolvimento da arte rupestre em Bohuslän foi um processo gradual, possivelmente devido à preservação de tradições conservadoras mantidas por um número limitado de indivíduos habilidosos. Esses mestres determinaram tanto os motivos escolhidos para as gravuras quanto os locais onde seriam realizadas, preferindo áreas próximas a corpos d’água e rochas geologicamente adequadas.
Importância das gravuras
Moyano Di Carlo identifica duas finalidades principais para esses sítios. Painéis menores dispersos pela paisagem eram provavelmente utilizados em rituais relacionados à construção e lançamento de barcos. Em contraste, os grandes painéis teriam sido criados durante encontros associados a atividades marítimas. Essas reuniões podem ter facilitado a mobilidade, a troca de conhecimentos entre os escultores e o estabelecimento de um estilo regional coeso.
A pesquisa sugere que as habilidades de escultura eram transmitidas através de sistemas de aprendizado, onde indivíduos menos experientes aprendiam com colegas mais habilidosos. Esse sistema reforçou tanto a natureza elitista da arte rupestre quanto a manutenção conservadora das práticas tradicionais. As descobertas indicam que os escultores desempenharam papéis ativos nas estruturas sociopolíticas da Idade do Bronze, moldando hierarquias rituais e sociais.
A dissertação de Moyano Di Carlo, intitulada “Mestres da Água e da Pedra — Explorando o Papel Social dos Escultores de Arte Rupestre nas Sociedades Nórdicas da Idade do Bronze” e publicada pela Universidade de Gotemburgo, ressalta a importância da arte rupestre como uma fonte primária para compreender as dinâmicas sociais antigas. Ao revelar o papel dos escultores como especialistas rituais e atores políticos, o estudo oferece uma estrutura detalhada para futuras investigações sobre o significado social e cultural da arte rupestre na Idade do Bronze, repercute o Archaeology News.

