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Pelo menos 200 pessoas estão presas após nevascas intensas no Monte Everest
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Pelo menos 200 pessoas estão presas após nevascas intensas no Monte Everest

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Aventuras Na História
06/10/2025 13h03
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Uma intensa tempestade de neve, considerada incomum para a época do ano, deixou pelo menos 200 pessoas presas na região do Monte Everest durante o feriado da Golden Week na China. A situação gerou uma ampla operação de resgate.

De acordo com autoridades chinesas, cerca de 350 indivíduos conseguiram descer, mas ainda restavam aproximadamente 200 pessoas no Área Cênica do Everest, localizada no lado tibetano da fronteira. O feriado de Golden Week, que se estende por oito dias, atraiu multidões de turistas para a região.

A nevasca começou na noite de sexta-feira, 3, e persistiu até sábado, pegando muitos de surpresa enquanto se encontravam acampados a mais de 4.900 metros de altitude. “Foi o clima mais extremo que já enfrentei em todas as minhas experiências de caminhada, sem dúvida”, afirmou Dong Shuchang, um dos trekker que compartilhou suas impressões em uma rede social; ele descreveu uma “violenta tempestade de neve convectiva na encosta leste” do Everest, repercute o The Guardian.

Outro participante da expedição relatou uma sensação aterrorizante ao perceber que a neve quase cobria a parte superior de sua barraca. “Olhei para cima no meio da noite e vi que a neve já havia quase coberto o topo. Foi a primeira vez que realmente senti medo de ser enterrado vivo”, declarou.

Um dos trekker mencionou que seu grupo estava “com muito medo de dormir” no sábado, 4, já que a neve acumulava rapidamente ao redor das barracas. Eles optaram por descer no domingo quando as condições climáticas se deterioraram ainda mais.

Durante a descida, encontraram o pai do guia da equipe, que havia ido procurá-lo. “Foi então que soubemos que a neve também estava forte no vale; os moradores, impossibilitados de contatar seus filhos na montanha, ficaram extremamente preocupados”, relataram.

O lado norte e leste do Everest é considerado mais acessível em comparação com o lado nepalês, atraindo um grande número de visitantes para trilhas menos técnicas sem a intenção de atingir o cume. Fotos e vídeos divulgados nas redes sociais mostraram barracas enterradas sob a neve e grupos de trekkers atravessando nevascas que chegavam à altura da cintura.

Um dos trekkers descreveu o percurso como repleto de desafios: “A neve era muito funda e a trilha extremamente escorregadia. Os trekkers tropeçavam com frequência — alguns caíram, outros foram atropelados por iaques”, assegurando que todos conseguiram descer em segurança e foram resgatados por ônibus.

Até domingo à tarde, cerca de 350 pessoas chegaram a Qudang, uma pequena cidade situada a aproximadamente 48 quilômetros do campo base do Everest no lado tibetano, em boas condições de saúde, conforme reportado pela mídia estatal.

Pelo menos outras 200 pessoas continuavam presas, embora já tivessem sido contatadas. Relatos indicam que centenas de socorristas subiram a montanha para ajudar os afetados e limpar os caminhos bloqueados pela neve.

Resgate

Ainda não havia informações atualizadas sobre os esforços de resgate na segunda-feira. A situação climática também pode ter impactado a comunicação local, dificultando contatos com empresas da área. Vários trekkers relataram quedas de energia em Qudang assim que chegaram.

Tradicionalmente, outubro é um mês com clima claro e ameno na região. No entanto, Chen Geshuang, membro de um grupo de trekking que retornou a Qudang, comentou que as condições meteorológicas deste ano estavam “fora do normal”. O guia deles ressaltou nunca ter enfrentado tal clima em outubro e observou que ocorreu tudo muito repentinamente.

A autoridade local de turismo informou que as vendas de ingressos e o acesso à Área Cênica do Everest foram suspensos desde sábado.

Pais vizinhos também enfrentaram condições climáticas extremas. Chuvas intensas resultaram em deslizamentos de terra e inundações repentinas que bloquearam estradas, destruíram pontes e resultaram na morte de pelo menos 47 pessoas desde sexta-feira no Nepal.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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