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Polícia identifica suspeita de massacre em escola no Canadá
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Polícia identifica suspeita de massacre em escola no Canadá

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Aventuras Na História
12/02/2026 12h56
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©Divulgação
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A polícia canadense identificou a autora do ataque a tiros ocorrido na terça-feira em uma escola de ensino médio em Tumbler Ridge, na província da Colúmbia Britânica, no Canadá. A suspeita, Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, tinha histórico de problemas de saúde mental, segundo as autoridades.

O atentado deixou nove mortos. Entre as vítimas estão uma professora e cinco alunos com idades entre 12 e 13 anos. Além deles, a mãe da suspeita, de 39 anos, e seu meio-irmão, de 11, foram encontrados mortos na residência da família. O corpo da atiradora foi localizado dentro da escola, com um ferimento de bala autoinfligido.

O vice-comissário da Polícia Montada Real Canadense (RCMP), Dwayne McDonald, classificou o episódio como um dos mais graves eventos com múltiplas vítimas na história recente do país. “Este é um incidente profundamente perturbador, no qual nove pessoas perderam suas vidas sem motivo aparente”, afirmou, em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira. Inicialmente, as autoridades haviam divulgado 10 mortes, mas o número foi revisado após a confirmação de que uma das vítimas sobreviveu e permanece em estado crítico.

De acordo com a polícia, Van Rootselaar chegou à escola secundária armada com um rifle e uma pistola modificada e abriu fogo contra estudantes e funcionários. As equipes de segurança chegaram ao local dois minutos após o início dos disparos e foram recebidas a tiros. Ao entrarem no prédio, encontraram vítimas em uma escadaria e dentro de uma sala de aula, além do corpo da atiradora.

Posteriormente, os agentes se dirigiram à casa da família, onde localizaram os corpos da mãe e do meio-irmão da suspeita, ambos mortos por disparos. Segundo McDonald, as mortes na residência ocorreram antes do ataque na escola, conforme informado à emissora CBC.

Durante a coletiva, o vice-comissário também comentou sobre a forma como a suspeita foi identificada publicamente. Questionado sobre a descrição nos alertas, afirmou que a polícia “identificou a suspeita da maneira como ela escolheu ser identificada” em suas redes sociais e na esfera pública. “Posso afirmar que Jesse nasceu biologicamente do sexo masculino e que, há aproximadamente seis anos, iniciou a transição para o sexo feminino, identificando-se como mulher tanto social quanto publicamente”, declarou.

McDonald acrescentou que a polícia já havia sido acionada anteriormente para atender ocorrências na casa de Van Rootselaar relacionadas à saúde mental, algumas envolvendo armas. Em pelo menos uma ocasião, armas de fogo foram apreendidas e, posteriormente, o proprietário legal solicitou sua devolução. Apesar das informações já reunidas, o vice-comissário ressaltou que a investigação ainda está em estágio inicial e que não é possível apontar um possível motivo para o ataque.

Impactos na comunidade

Além das mortes, ao menos duas pessoas foram hospitalizadas com ferimentos graves ou que representam risco de vida, enquanto cerca de 25 receberam atendimento por lesões sem risco imediato, repercute o The Guardian.

A escola secundária de Tumbler Ridge atende aproximadamente 160 estudantes, do sétimo ao décimo segundo ano, com idades entre 12 e 18 anos. A instituição permanecerá fechada pelo restante da semana e informou que oferecerá apoio psicológico à comunidade escolar. “Nossa prioridade neste momento é cuidar uns dos outros e restabelecer a sensação de segurança em nossa comunidade”, disseram os responsáveis pela escola.

O conselho de pais também se manifestou: “não há palavras que possam aliviar o medo e a dor que eventos como este causam em uma comunidade escolar”. A nota acrescenta: “queremos que as famílias saibam que a segurança e o bem-estar dos alunos e funcionários são fundamentais, e somos gratos aos socorristas e equipes de emergência que agiram com rapidez e profissionalismo.”

O ataque é o segundo tiroteio escolar mais letal da história do Canadá. Em 1989, um atirador matou 14 estudantes na Escola Politécnica de Montreal. Em 2016, cinco pessoas morreram em uma série de ataques em La Loche, Saskatchewan.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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