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Segundo arquivos, Epstein cultivava droga zumbi que anula vontade própria
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Segundo arquivos, Epstein cultivava droga zumbi que anula vontade própria

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Aventuras Na História
20/02/2026 14h45
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Arquivos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que o bilionário Jeffrey Epstein cultivava, em seu viveiro particular, plantas das quais pode ser extraída uma substância associada à supressão da vontade e à perda de memória das vítimas, chamada escopolamina.

Em 2014, Epstein chegou a questionar uma assessora sobre o estado de suas “trumpet plants” (flores em forma de trombeta). Em um e-mail citado nos documentos, ele pediu informações sobre o cultivo mantido em seu berçário, conforme revelado pelo jornal britânico The Sun.

Segundo os registros, Epstein também recebeu um link com explicações detalhadas sobre os efeitos da toxina. O fotógrafo Antoine Verglas teria encaminhado uma reportagem descrevendo a substância como capaz de “apagar a memória” e tornar pessoas “completamente submissas”.

O material enviado já continha trechos destacados. De acordo com o portal Metro, as passagens sublinhadas afirmavam que a droga permitiria “guiar alguém como se fosse uma criança” e que seria capaz de “eliminar o livre-arbítrio”.

Sobre a planta

Conhecida popularmente como “trombeta-de-anjo“, a planta do gênero Brugmansia é apontada como base do entorpecente apelidado de “Devil’s Breath” (“sopro do diabo”). Ela produz a escopolamina, substância já associada a crimes como roubos e abusos sexuais por ser difícil de detectar em exames toxicológicos convencionais.

Como explica o portal UOL, a droga atua bloqueando a formação de memórias no sistema nervoso. Na Colômbia, onde é chamada de burundanga, há relatos de que vítimas sob efeito do composto se tornam incapazes de recordar o ocorrido após a exposição, entrando em um estado de dissociação profunda.

Do ponto de vista farmacológico, a escopolamina interfere nos receptores de acetilcolina, provocando confusão mental. Em doses elevadas, a pessoa pode obedecer a ordens sem resistência. Especialistas alertam ainda para efeitos colaterais graves, como paralisia, alucinações e risco de morte.

Registros históricos mencionam o uso ritualístico da planta. Há inclusive relatos de que, em regiões da antiga Colômbia, esposas de líderes falecidos eram drogadas com substâncias extraídas dela para que acompanhassem os mortos nas sepulturas.

Os documentos analisados também reúnem depoimentos de vítimas que afirmam ter entregado bens sem reagir enquanto estavam sob efeito da substância. Em um dos casos citados, uma mulher relatou ter conduzido um estranho até sua residência e o ajudado a recolher as economias de seu namorado.

Pressão por novas investigações

A divulgação do material voltou a pressionar autoridades por novas investigações envolvendo pessoas ligadas a Epstein. De acordo com a emissora TRT World, o conjunto de arquivos em análise ultrapassa 3,5 milhões de páginas.

O ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown pediu auditoria sobre os deslocamentos aéreos do financista. Dados citados indicam que o jato de Epstein realizou cerca de 90 pousos no Reino Unido, incluindo 15 após sua condenação por crimes sexuais em 2008.

Ghislaine Maxwell, considerada cúmplice do esquema, recusou-se a responder a questionamentos sobre o caso. Condenada a 20 anos de prisão, ela invocou a Quinta Emenda durante depoimentos ao Congresso dos Estados Unidos, embora tenha sinalizado a possibilidade de colaborar futuramente com as investigações.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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