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Aos 5 anos, garoto afirma se lembrar de vida passada e ter morrido em um incêndio: 'Eu vi Deus'
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Aos 5 anos, garoto afirma se lembrar de vida passada e ter morrido em um incêndio: 'Eu vi Deus'

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Bons Fluidos
18/04/2026 17h00
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Um relato curioso vindo dos Estados Unidos voltou a chamar atenção ao misturar memória, infância e espiritualidade. Luke Ruehlman, de 5 anos, passou a dizer que lembra de sua vida passada como uma mulher chamada Pam, que morreu em um incêndio. Segundo a mãe, Erika Ruehlman, as falas começaram quando ele ainda tinha cerca de 2 anos.

Relatos começaram ainda na primeira infância

De acordo com Erika, o filho mencionava com frequência detalhes de uma suposta vida anterior, descrevendo características físicas e hábitos. “Quando eu era uma menina, eu tinha cabelo preto” e “eu costumava ter brincos assim quando eu era uma menina”, disse o menino em entrevista à rádio Fox8.

Além disso, Luke também relatava, de forma espontânea, como teria ocorrido o que ele descreve como reencarnação. “Eu costumava ser a Pam, mas eu morri. Eu fui para o céu, e eu vi Deus, e ele me empurrou de volta e quando eu acordei, eu era um bebê e você me chamou de Luke”, contou.

Investigação levou a um caso real

Intrigada com a consistência das falas, a mãe decidiu buscar informações por conta própria. Durante a pesquisa, encontrou registros de uma mulher chamada Pamela Robinson, que morreu em 1993 após um incêndio em um hotel em Chicago.

Segundo Erika, a coincidência entre o nome e os detalhes mencionados pelo filho chamou atenção, embora não haja comprovação científica de ligação entre os dois casos.

Memória, imaginação ou construção simbólica?

Histórias como essa costumam gerar curiosidade – e também questionamentos. Do ponto de vista científico, não há evidências que comprovem a existência de memórias de vidas passadas. Especialistas em desenvolvimento infantil explicam que crianças pequenas têm grande capacidade imaginativa e podem construir narrativas complexas a partir de referências, histórias ou estímulos do ambiente.

Além disso, nessa fase da vida, a linha entre fantasia e realidade ainda está em formação. Por outro lado, em algumas culturas e tradições espirituais, relatos desse tipo são interpretados como possíveis lembranças de outras existências.

Relatos que desaparecem com o tempo

Segundo a mãe, à medida que Luke foi crescendo, os comentários sobre essa suposta vida anterior se tornaram menos frequentes até desaparecerem. Esse padrão também é observado em outros casos semelhantes: as narrativas costumam surgir na primeira infância e tendem a diminuir com o desenvolvimento cognitivo.

Entre ciência, crença e imaginação, histórias como a de Luke permanecem sem uma resposta única. O que se sabe, até agora, é que a infância é um período marcado por intensa criatividade, elaboração simbólica e construção de identidade.

Leia também: Melhora ‘da morte’: ciência e espiritualidade falam sobre fenômeno”

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