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Deolane Bezerra se recusa a entregar senhas de celulares em investigação
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Deolane Bezerra se recusa a entregar senhas de celulares em investigação

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22/05/2026 21h14
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© Reprodução/ Globo
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A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra voltou a ser o centro de uma grande ação policial após ser presa na Operação Vérnix, uma força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia e da Procuradoria-Geral de Justiça. A investigação aponta a existência de um esquema milionário de lavagem de dinheiro operado pela cúpula do PCC por meio de uma transportadora de fachada. Após passar por audiência de custódia, Deolane teve o decreto de sua prisão mantido e foi transferida para a Penitenciária de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

Recusa de senhas e perícia digital

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na residência da influenciadora, localizada no condomínio de luxo Tamboré, na Grande São Paulo, os policiais recolheram dois aparelhos celulares da advogada. Ao ser questionada pelas autoridades, Deolane se recusou a fornecer as senhas de acesso aos dispositivos.

O delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, da Delegacia Seccional de Presidente Venceslau — base da operação —, informou que a falta de colaboração não impedirá o avanço dos trabalhos. Segundo a autoridade policial, os investigadores contam com tecnologia e técnicas forenses específicas para realizar a extração de diálogos, arquivos e informações arquivadas nos aparelhos que interessem diretamente ao inquérito.

Bens de luxo e empresas de fachada

A prisão de Deolane ocorreu logo após ela desembarcar de uma viagem a Roma. Além dos celulares, a força-tarefa apreendeu com a influenciadora cerca de R$ 50 mil em dinheiro vivo, relógios, computadores e joias. Também foram confiscados seis veículos de luxo blindados. Quatro desses carros estavam sob a posse direta de Deolane e dois com Éverton de Souza, apontado pelas investigações como contador da influenciadora e operador financeiro da organização criminosa.

A polícia fundamenta o indiciamento por organização criminosa e lavagem de dinheiro apontando que a advogada mantém relações estreitas com a liderança da facção. A investigação aponta que Deolane abriu uma teia de 35 pessoas jurídicas de fachada. O que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de todas estarem registradas sob o mesmo endereço: um modesto conjunto habitacional localizado na cidade de Martinópolis, no interior paulista, sem qualquer estrutura operacional real.

A defesa de Deolane Bezerra alega sua total inocência perante as acusações. A influenciadora deverá ser ouvida formalmente pela polícia nos próximos dias. Seus depoimentos farão parte de um relatório final complementar elaborado pelos delegados Caparroz e Ramon Euclides Guarnieri Pedrão, que servirá de subsídio para uma eventual denúncia por parte do Ministério Público.

 

 
 
 
 
 
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