Gritou por socorro! Saiba o que testemunhas falaram sobre o menino morto espancado pela mãe
Contigo!

O delegado Evandro Radaelli, da 2ª Delegacia Especializada em Investigação de Homicídios Barreiro, revelou mais detalhes sobre o caso do menino que morreu após ser espancado pela própria mãe. Lauriza Pereira de Brito foi presa e o caso está sendo investigado.
“A criança chegou ao hospital com diversos ferimentos e morreu, segundo os médicos, em razão da hemorragia. Ela chegou muito machucada à unidade de saúde. Conseguimos apurar, por meio de depoimentos de testemunhas e da própria mãe, que ela agredia a criança e que isso era comum de acontecer”, afirmou o delegado.
Ele também contou que a criança gritou por socorro. “Temos o relato de que vizinhos escutaram a criança gritando por socorro, pois sentia dores. A mãe contou que pegou o filho no colo, que ele desmaiou e não acordou mais. Então, ela pediu ajuda de vizinhos para encaminhá-lo ao Júlia Kubitschek”, disparou.
O que a mãe disse?
De acordo com a polícia, Lauriza confessou que estava sob efeito de cocaína ao agredir a criança. “Passei do ponto”, disparou, ao relatar que deu tapas e chineladas no menino. O companheiro dela, Deivisson Moreira, de 38 anos, padrasto da vítima, também foi preso por suspeita de envolvimento no crime.
Os dois foram detidos quase um mês após a morte. A.P.A foi levado em 23 de agosto para o Hospital Júlia Kubitschek, em BH, mas não resistiu. O prontuário médico e o boletim de ocorrência informaram que o menino chegou machucado, com fraturas e hematomas pelo corpo.
Na época, a mãe alegou que o herdeiro tinha caído de uma escada na escola. Porém, a equipe médica desconfiou e o caso ficou sob investigação. A mãe e o padrasto foram levados à delegacia com intimação um mês depois, e ela admitiu a agressão.