Jovem que atropelou e matou namorado e amiga enviou outras mensagens com ameaça
Contigo!
A investigação sobre a morte de Raphael Canuto da Costa e Joyce Correa da Silva, atropelados na zona sul de São Paulo, ganhou novos desdobramentos com a inclusão de mensagens enviadas horas antes do crime. De acordo com a polícia, Geovanna Proque da Silva, de 21 anos, teria encaminhado textos com teor ameaçador a pessoas próximas do namorado cerca de cinco horas antes do ocorrido. As conversas passaram a integrar o inquérito que apura as circunstâncias do caso e reforçam a suspeita de que o episódio foi motivado por ciúmes.
A jovem, estudante de medicina veterinária, está presa preventivamente e responde por homicídio doloso duplamente qualificado, além de lesão corporal. O atropelamento aconteceu na madrugada de domingo, quando o carro conduzido por ela atingiu a motocicleta onde estavam Raphael e Joyce. Testemunhas relataram que, ainda na noite anterior, Geovanna demonstrava irritação e enviava mensagens exigindo que mulheres deixassem o local onde o namorado estava. Entre os textos atribuídos a ela estão frases como “Se eu for aí essa faca de picanha vai cortar seu pescoço” e “Eu cansei de ficar sozinha. Inferno. Você me odeia?”.
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Depoimentos e versões reunidas pela polícia
Segundo relatos colhidos no inquérito, a madrasta da acusada, a médica Gabrielle Schneid de Pinho, afirmou que acompanhou a jovem por preocupação, alegando que ela enfrentava transtornos psiquiátricos e fazia uso de medicação. Em depoimento, declarou que tentou impedir a perseguição e disse: “Desde o momento em que Geovanna passou a perseguir Raphael em alta velocidade, pedi a ela incessantemente que parasse o carro”. Ainda assim, segundo a versão apresentada, o veículo seguiu até o momento do impacto fatal.
Após a colisão, que também deixou um pedestre ferido e atingiu outros carros, Geovanna teria sido retirada do automóvel por pessoas que estavam no local. Testemunhas afirmam que ela chegou a dizer: “vai socorrer seu amigo e a vagabunda que eu acabei de matar”. A jovem foi levada pela polícia para atendimento médico e, posteriormente, encaminhada à Penitenciária Feminina de Santana. Em versões distintas, afirmou tanto que tinha consciência do que fazia quanto que não se lembrava do ocorrido. A Polícia Civil aguarda exames toxicológicos para concluir o inquérito.
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