Lula faz desabafo sobre problema em avião: 'Medo que pegasse fogo'
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Na manhã de quinta-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou ter enfrentado um contratempo ao embarcar em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para cumprir compromissos no arquipélago do Marajó, no Pará. O chefe do Executivo contou que o problema ocorreu ainda em solo, quando a aeronave apresentou falhas técnicas antes da decolagem. “Eu fui pegar o avião para Ilha do Marajó e teve um problema no motor do avião. Eu só tinha que agradecer a Deus porque poderia ter acontecido no ar, mas foi quando ainda estávamos em terra”, disse em entrevista à TV Liberal.
O avião em questão era um Casa C-105 Amazonas, modelo usado pela FAB em missões logísticas e adequado para pousos em pistas curtas. Por precaução, a equipe de voo suspendeu a decolagem e optou por uma substituição imediata. O presidente relatou que chegou a desembarcar rapidamente por receio de incêndio. Na sequência, a comitiva utilizou um C-97 Brasília, que garantiu o deslocamento até o município de Breves, onde a agenda foi mantida. Ao final do dia, Lula visitou a Basílica de Nazaré, em Belém, para agradecer. “Eu fui de noite agradecer à Nossa Senhora”, completou.
Histórico de problemas e medidas de segurança
A Secretaria de Comunicação da Presidência confirmou a troca de aeronaves, reforçando que a decisão seguiu protocolos de segurança já estabelecidos para deslocamentos presidenciais. O comunicado destacou que sempre há um avião reserva disponível em viagens desse tipo. O episódio não chegou a comprometer os compromissos oficiais, e Lula cumpriu todas as atividades previstas no Marajó. Este não foi o primeiro contratempo do tipo enfrentado pelo presidente. Em outubro de 2024, durante viagem ao México, o VC-1 presidencial apresentou falha técnica logo após a decolagem, obrigando a aeronave a permanecer em voo por horas para gastar combustível antes de pousar em segurança.
Apesar do contratempo em solo paraense, Lula manteve o tom de tranquilidade e disse que enxerga o ocorrido como mais uma situação de risco evitada. “Tivemos que descer do avião com medo que pegasse fogo, mas graças a Deus estava em terra. Foi só um susto”, afirmou. O episódio reforça a discussão interna no governo sobre a aquisição de uma nova aeronave oficial para uso da Presidência, promessa feita após o incidente de 2024 e ainda não concretizada.