Padrasto mandou áudio ao pai dizendo que menina enterrada no quintal estava morta
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A tragédia que chocou a cidade de Itapetininga (SP) ganhou novos desdobramentos com a divulgação de um áudio enviado pelo padrasto da menina de 5 anos encontrada morta e enterrada no quintal de uma residência. Segundo a Polícia Civil, o homem mandou uma mensagem de voz para o pai biológico afirmando que “a menina enterrada em quintal estava morta”, o que reforçou as suspeitas sobre o envolvimento do casal no crime.
De acordo com o relato das autoridades, o pai da vítima começou a desconfiar da situação após ser impedido de ver a filha. As visitas, que antes aconteciam com frequência, passaram a ser negadas pela mãe, e o homem percebeu um comportamento estranho por parte dela e do padrasto. Preocupado, ele procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento da menina.
Durante as investigações, os policiais descobriram que o casal havia deixado o imóvel onde morava recentemente. O quintal da casa, no entanto, apresentava sinais de alteração no solo e uma parte concretada de forma irregular. Com a ajuda de equipes especializadas, o local foi escavado e o corpo da criança foi encontrado enterrado em uma cova rasa, coberto por entulho e concreto fresco.
A descoberta abalou os moradores da vizinhança, que relataram estar chocados com a crueldade do crime. Muitos afirmaram que o casal parecia levar uma vida normal e que nunca imaginaram que algo tão grave pudesse acontecer naquela casa.
Após a localização do corpo, a mãe e o padrasto foram detidos e encaminhados à delegacia. Confrontados com as provas, ambos confessaram o envolvimento. Segundo informações da polícia, a mulher admitiu que a filha foi agredida e acabou morrendo em decorrência das lesões. O padrasto, por sua vez, relatou que ajudou a enterrar o corpo no quintal para tentar esconder o crime.
O delegado responsável pelo caso informou que as investigações apontam para os crimes de homicídio e ocultação de cadáver. A polícia aguarda agora os laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML), que devem esclarecer as causas exatas da morte e o tempo em que o corpo ficou enterrado.
Ainda segundo a polícia, o conteúdo do áudio enviado ao pai da menina será anexado ao inquérito. “A menina enterrada em quintal estava morta”, diz o padrasto na mensagem, que reforçou a gravidade da situação e serviu como uma das principais provas contra o casal.
O caso segue sob investigação, e o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar a situação de outros possíveis menores que tenham convivido com o casal. A expectativa é de que o processo seja encaminhado ao Ministério Público assim que os laudos periciais forem concluídos.
A comunidade local, consternada, tem prestado homenagens à menina e cobrado justiça. Moradores deixaram flores e brinquedos próximos à residência onde o corpo foi encontrado, em um gesto de solidariedade e luto coletivo.
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