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Professora é presa após confessar ter matado namorado com dezenas de golpes de tesoura
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Professora é presa após confessar ter matado namorado com dezenas de golpes de tesoura

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24/10/2025 22h31
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Uma professora de 62 anos foi presa nesta sexta-feir, 24, em Bebedouro, cidade localizada a cerca de 380 quilômetros da capital paulista, após confessar ter matado o namorado com aproximadamente 40 golpes de tesoura. O caso chocou os moradores do município, tanto pela brutalidade do crime quanto pela diferença de idade entre o casal.

A suspeita foi identificada como Jussara Luzia Fernandes, docente aposentada que vivia sozinha em uma casa simples no bairro Jardim Cláudia. A vítima, Alex Sandro da Silva Roca, de apenas 21 anos, mantinha um relacionamento amoroso com Jussara havia alguns meses. Segundo informações preliminares da Polícia Civil, o casal tinha um relacionamento marcado por ciúmes e discussões constantes, muitas delas envolvendo supostas traições.

A noite do crime

De acordo com o boletim de ocorrência, o homicídio ocorreu durante a madrugada de quarta-feira (22/10). Em depoimento, Jussara contou que o casal começou a discutir após Alex chegar em casa alterado e, segundo ela, ter tentado agredi-la. A professora afirmou que, durante a briga, pegou uma tesoura que estava sobre uma mesa e desferiu vários golpes contra o namorado, alegando legítima defesa.

Após perceber que o rapaz estava morto, a mulher entrou em desespero. Sem saber como reagir, decidiu ocultar o corpo no quintal da própria residência. Foi então que procurou a ajuda de um homem em situação de rua conhecido na região como “Malabarista”. Ela teria oferecido R$ 50 para que ele cavasse um buraco, dizendo que precisava enterrar um cachorro.

Descoberta do corpo

Segundo os investigadores, o homem aceitou o serviço e ajudou a professora a enterrar o corpo de Alex em uma cova rasa. Porém, pouco tempo depois, ele percebeu que havia sido enganado e passou a chantagear Jussara, exigindo mais dinheiro para não contar o que havia acontecido.

A chantagem durou poucos dias, até que vizinhos começaram a desconfiar do mau cheiro vindo do quintal. Eles acionaram a Guarda Civil Municipal, que, ao chegar ao local, encontrou sinais de escavação recente e decidiu averiguar. O corpo de Alex foi encontrado enrolado em lençóis e apresentava diversas perfurações compatíveis com golpes de tesoura.

Prisão e confissão

Diante das evidências, Jussara foi levada para a delegacia e acabou confessando o crime, reafirmando a versão de que agiu para se defender de uma agressão. O morador de rua também foi detido e responderá por ocultação de cadáver.

Durante o depoimento, a professora se mostrou emocionalmente abalada e afirmou que nunca havia cometido nenhum ato de violência antes. Disse que o relacionamento com Alex havia se tornado “insuportável” e que as brigas eram cada vez mais frequentes.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que a investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Bebedouro, que ainda analisa laudos periciais e testemunhos de vizinhos. A tesoura usada no crime foi apreendida e enviada para análise.

Repercussão

O caso gerou grande repercussão em Bebedouro. Moradores da região afirmaram estar “chocados” com a brutalidade da ação e com o fato de uma professora conhecida na comunidade estar envolvida em um homicídio. Colegas de trabalho de Jussara relataram que ela sempre foi uma mulher tranquila, dedicada ao ensino e muito reservada, o que aumentou o espanto entre conhecidos.

A polícia também busca entender se o relacionamento entre a professora e o jovem envolvia dependência emocional ou financeira. Há suspeitas de que Alex pudesse estar explorando a mulher financeiramente, o que pode ter contribuído para o aumento das tensões entre os dois.

Próximos passos da investigação

Os agentes aguardam os resultados do laudo necroscópico para determinar com precisão a causa da morte e a sequência das agressões. As autoridades também pretendem analisar o celular de ambos, na tentativa de encontrar mensagens, áudios ou registros que ajudem a esclarecer se o crime foi realmente motivado por uma briga momentânea ou se houve premeditação.

Enquanto isso, Jussara permanece presa preventivamente na Cadeia Pública de Bebedouro, à disposição da Justiça. O homem em situação de rua também está detido e deve ser ouvido novamente nos próximos dias.

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