Alexandre de Moraes vota para condenar réus do núcleo de desinformação do golpe
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou nesta terça-feira (21) seu voto no julgamento do chamado núcleo 4 da trama golpista, responsável pela disseminação de desinformação eleitoral. Ele defendeu a condenação de sete réus, dos quais seis devem responder por cinco crimes, incluindo organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A exceção foi Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL), autor de um relatório falso sobre supostas falhas nas urnas, encomendado por Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Moraes o reconheceu como integrante da organização criminosa, mas o absolveu de parte das acusações, mantendo a condenação pelos crimes mais graves.
Durante seu voto, que durou cerca de duas horas e meia, Moraes destacou que o núcleo atuava como uma “milícia digital” voltada a desacreditar o sistema eleitoral e atacar instituições democráticas. Segundo ele, os acusados utilizaram campanhas coordenadas de desinformação e pressão sobre as Forças Armadas para fragilizar o regime democrático. O ministro classificou como “milicianos covardes” aqueles que atacavam não apenas adversários, mas também seus familiares.
Moraes rejeitou a alegação de que essas condutas estariam amparadas pela liberdade de expressão, afirmando que se tratam de crimes previstos no Código Penal. O julgamento segue com os votos dos demais ministros da Primeira Turma do STF, que ainda definirão as penas e a reabertura da investigação contra Valdemar Costa Neto por envolvimento na organização criminosa.
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