Após novas críticas dos EUA, Pix recebe apoio de Gustavo Petro, presidente da Colômbia
ICARO Media Group TITAN
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, usou a rede social X para apoiar o PIX e afirmar que o instrumento deveria ser implementado na Colômbia, em meio a discussões envolvendo o sistema de pagamentos criado no Brasil.
Ao comentar o tema, Petro avaliou o modelo brasileiro como uma opção mais eficiente e aproveitou para criticar mecanismos ligados ao sistema financeiro internacional, com foco na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro americano. Segundo o presidente colombiano, o instrumento teria perdido efetividade contra o narcotráfico e estaria sendo usado para pressionar adversários políticos, enquanto grandes líderes do tráfico internacional conseguiriam evitar punições e manter uma vida de luxo fora de seus países.
As declarações ocorrem enquanto o PIX segue no centro de debates sobre seu alcance. Criado pelo Banco Central em 2020, o sistema se firmou como um dos principais meios de pagamento no Brasil e vem sendo analisado para possíveis operações internacionais, incluindo perspectivas de integração entre países.
Na última quarta-feira (1º), um relatório divulgado pela Casa Branca voltou a tratar do PIX em termos negativos para as grandes bandeiras de cartão. O documento registra: " O Banco Central criou e regula o PIX; stakeholders dos EUA temem que o BC [Banco Central] dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do PIX é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas. "
Embora o texto que oficializou o processo não cite o PIX de forma direta, ele menciona "serviços de comércio digital e pagamento eletrônico", incluindo os ofertados pelo Estado brasileiro. Diante do cenário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não pretende recuar no uso da ferramenta e citou o relatório ao dizer: " Os Estados Unidos fizeram um relatório nesta semana sobre o PIX, disseram que o PIX distorce o comércio internacional, porque o PIX acho que cria problema para a moeda deles".
Além do tema financeiro, Petro também voltou a defender uma governança internacional mais democrática e criticou guerras recentes, dizendo que elas não trazem benefícios e resultam em perdas para a humanidade. Ele afirmou ter tratado do assunto com Trump, pedindo que fosse interrompida a guerra contra o Irã, e responsabilizou o entorno do líder americano por incentivar decisões com consequências para civis. Petro ainda atacou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, com acusações relacionadas a Gaza e ao Irã.
No campo do narcotráfico, Petro criticou a política antidrogas dos EUA e afirmou que a extradição perdeu sentido, ao permitir que traficantes negociem penas em cidades como Miami e Nova York, o que, segundo ele, enfraquece o combate ao crime.
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