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BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões após efeitos do Caso Master
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BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões após efeitos do Caso Master

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ICARO Media Group TITAN
22/04/2026 17h54
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©Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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Os acionistas do BRB (Banco de Brasília) decidiram nesta quarta-feira (22), em assembleia geral extraordinária, aprovar um aumento do capital social da instituição que pode chegar a até R$ 8,8 bilhões, além de autorizar mudanças estatutárias para viabilizar a operação.

A proposta recebeu apoio do governo do Distrito Federal, que tem 56,48% das ações ordinárias do BRB, e do Iprev-DF (Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal), com 18,73%. A ANEABRB (Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionista do BRB), que possui 13,55%, votou contra.

O placar final registrou 84,73% a favor, o que corresponde a mais de 240 milhões de ações ordinárias, enquanto 15,27% rejeitaram a medida, totalizando mais de 43 milhões de ações ordinárias. No conjunto, participaram acionistas detentores de mais de 284 milhões de ações ordinárias.

Com a aprovação, o estatuto do banco poderá ser alterado para elevar o limite de ações para 2,5 bilhões, frente a 720 milhões previstos anteriormente. A oferta foi definida como subscrição privada, mecanismo restrito a quem já integra a base acionária.

Pelo desenho apresentado, o aporte proposto pode ir até R$ 8,817 bilhões, com subscrição mínima de R$ 536 milhões. O capital social do BRB, hoje em R$ 2,344 bilhões, passaria a R$ 2,88 bilhões no cenário mínimo e a R$ 11,161 bilhões no cenário máximo.

O BRB é uma sociedade de economia mista, de capital aberto, e tem como acionista controlador o governo do Distrito Federal, com 53,71% das ações totais. O Distrito Federal, porém, não dispõe dos recursos em caixa para executar o aporte e recorre a uma captação; para evitar diluição no caso do valor máximo, a administração de Celina Leão (PP) teria de colocar cerca de R$ 5 bilhões.

A assembleia também autorizou o conselho de administração do BRB a tomar os atos necessários para implementar a capitalização e homologou as nomeações de Nelson de Souza, Joaquim Lima de Oliveira e Sergio Iunes Brito para o conselho. No encerramento, o presidente do BRB, Nelson de Souza, disse querer deixar o banco "cada vez mais sólido".

Antes da votação, o advogado Fernando Kuyven falou em nome da ANEABRB e da AABR (Associação Atlética do Banco de Brasília) e criticou o formato escolhido, pedindo a suspensão dos itens ligados ao aumento de capital por “insuficiência informacional estruturante”. Entre os pontos citados, estavam a ausência do balanço auditado de 2025 e a falta de laudo independente sobre o preço de emissão. Ele declarou: " O que nós entendemos é que não há como se deliberar um aumento de capital sem saber o valor do prejuízo, sem saber o valor que vai ser necessário, sem ter números auditados", afirmou.

A ação de capitalização foi apresentada como resposta ao impacto de operações com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. O BRB deveria ter divulgado seus resultados até 31 de março, mas não cumpriu o prazo legal para companhias de capital aberto, e, sem as demonstrações financeiras, o tamanho do rombo relacionado a essas operações segue sem detalhamento.

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