Caso Master: STF retoma depoimentos de representantes do BRB
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O Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade à tomada de depoimentos no âmbito da investigação que apura possível fraude no Banco Master. Nesta terça-feira, quatro nomes ligados ao banco e ao Banco Regional de Brasília (BRB) são esperados para prestar depoimento. Ontem, Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor executivo Financeiro e de Administração do BRB, e Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente-executivo de tesouraria do Master, foram ouvidos pela Polícia Federal.
Para hoje, estão agendados os depoimentos presenciais de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB; Luiz Antonio Bull, ex-diretor de riscos, compliance, RH e tecnologia do Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. Ao todo, oito pessoas serão ouvidas em dois dias por decisão do ministro Dias Toffoli, em uma investigação sobre fraudes e aquisição de carteiras.
As oitivas, consideradas cruciais pelas autoridades, têm como objetivo esclarecer possíveis erros, principalmente políticos, no caso do Banco Master, na compra de carteiras fraudadas e nos prejuízos a empresas, fundos e credores. Além disso, estas investigações também contribuirão para o desdobramento dos casos relacionados ao próprio ministro Dias Toffoli, que está no centro da discussão. A participação de autoridades nos depoimentos desta semana pode influenciar a continuidade do processo na primeira instância, cabendo a decisão final a Toffoli.
Os depoimentos, conduzidos pela Polícia Federal e acompanhados por um juiz auxiliar do gabinete de Toffoli, ocorrem na sede do STF. Entre os ouvidos esta manhã estão André Felipe de Oliveira, diretor de uma empresa investigada, e empresários ligados ao Banco Master. O ex-diretor de Finanças do BRB, Dário Oswaldo Garcia, e o superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto, marcaram presença nos depoimentos de ontem. Por outro lado, dois executivos da empresa Tirreno, envolvida no esquema investigado, não compareceram, alegando falta de tempo para preparar a defesa.
As oitivas são parte de uma investigação da Polícia Federal, que tem um prazo de 60 dias para apresentar um relatório com as provas coletadas e os nomes indiciados. Toffoli, por sua vez, avalia a possibilidade de devolver o caso para a primeira instância da Justiça, seguindo a tendência de não envolver mais autoridades nos depoimentos. A relação institucional com a PF tem vivenciado desafios, e a redução do prazo para a coleta dos depoimentos representou mais um obstáculo nesse cenário.
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