CPMI do INSS termina com rejeição de relatório após 12 horas de sessão
ICARO Media Group TITAN
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS terminou seus trabalhos por volta de 2h da madrugada deste sábado (28) com a rejeição do relatório final, em votação que registrou 19 votos contrários e 12 favoráveis.
A sessão se estendeu por mais de 12 horas e foi descrita por participantes como marcada por discursos polarizados e clima tenso. Com isso, a comissão encerra um período de sete meses sem a aprovação de um texto conclusivo.
O relatório rejeitado, assinado pelo relator Alfredo Gaspar (União), indicava 218 nomes para investigação, incluindo Fábio Luís Lula da Siva (“Lulinha”), além de ex-ministros, integrantes de governos, parlamentares, representantes de instituições financeiras, dirigentes e ex-dirigentes do INSS e da Dataprev, operadores de entidades e familiares. Entre os crimes apontados no documento estavam organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, fraude eletrônica, tráfico de influência e prevaricação.
Durante os debates, também foi apresentado um texto alternativo articulado pela base governista, mas a proposta teve a votação rejeitada.
Mesmo com o resultado no plenário da CPMI, o conteúdo detalhado do relatório será encaminhado à Polícia Federal (PF), ao Ministério Público (MP) e à Receita Federal, com o objetivo de reforçar apurações já em andamento.
Presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos) afirmou: "Esta investigação poderia ter ido além, mas não permitiram avançar como deveríamos. Saio daqui com a sensação de dever cumprido". Já Alfredo Gaspar declarou: "A esquerda tentou barrar a verdade, mas não conseguiu apagá-la. A verdade não depende de votação, ela resiste" e também "Nosso trabalho alcançou os Três Poderes da República. Ninguém nos dobrou".


