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Estreito de Ormuz: mísseis do Irã teriam atacado navio de guerra dos EUA, que negam versão
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Estreito de Ormuz: mísseis do Irã teriam atacado navio de guerra dos EUA, que negam versão

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ICARO Media Group TITAN
04/05/2026 10h57
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https://timnews.com.br/system/images/photos/16730328/original/open-uri20260504-38-kf7fkv?1777892631
©Reprodução/Wikipedia/NASA GSFC
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Nesta segunda-feira (4), informações divulgadas por veículos iranianos e uma negativa atribuída a um funcionário dos Estados Unidos expuseram versões opostas sobre um episódio envolvendo a Marinha dos EUA na região do Estreito de Ormuz, perto de Jask.

A agência iraniana Fars noticiou, citando fontes locais, que dois mísseis teriam atingido um navio de guerra dos Estados Unidos nas proximidades de Jask, quando a embarcação seguia em direção ao estreito. Segundo esse relato, o navio teria ignorado um aviso prévio, feito horas antes, após a divulgação de um mapa com linhas vermelhas indicando uma área apresentada como sob controle militar iraniano. As mesmas fontes disseram que, após os impactos, a fragata não teria conseguido continuar e teria recuado, saindo da área.

Ainda na segunda-feira (4), a TV estatal iraniana informou que a Marinha do país teria bloqueado a entrada de navios de guerra dos EUA no Estreito de Ormuz, sem detalhar como a ação ocorreu. Em outra nota, a Press TV atribuiu ao Exército a afirmação de que “Após um aviso firme e rápido da Marinha, destróieres americanos inimigos foram impedidos de entrar no Estreito de Ormuz”.

A agência Tasnim também registrou, na mesma data, que a força naval iraniana teria impedido a entrada de navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz “com um aviso firme e imediato”. Pouco depois, a própria Fars voltou ao tema e repetiu o relato de que os mísseis teriam atingido um navio perto de Jask após a embarcação não cumprir a orientação para parar.

Do lado americano, o site Axios afirmou que um alto funcionário do governo Trump negou que a embarcação tenha sido atingida por mísseis iranianos perto do Estreito de Ormuz.

O episódio ocorre em meio a anúncios e alertas ligados à circulação marítima na região. Nesta segunda-feira (4), a Guarda Revolucionária iraniana disse que “movimentações marítimas que contrariem os princípios anunciados pela Marinha da Guarda Revolucionária enfrentarão sérios riscos e serão detidas com firmeza”, segundo o general Mohseni, porta-voz da força militar.

O novo mapa divulgado pelo Irã foi apresentado um dia após Donald Trump declarar que o Exército norte-americano guiaria com segurança, a partir da manhã desta segunda, navios comerciais presos no Golfo Pérsico para atravessar o Estreito de Ormuz. O próprio contexto menciona que, até a última atualização citada, não havia registro de movimentações militares.

O Estreito de Ormuz é descrito como rota de 20% do fluxo de petróleo e, de acordo com as informações fornecidas, está fechado pelo Irã desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra os EUA e Israel. O texto aponta que há um cessar-fogo desde o início de abril, mas que a via marítima não foi reaberta. Também é mencionado que os EUA mantêm um bloqueio desde 13 de abril e que 48 navios ligados ao regime iraniano foram redirecionados, segundo o Exército norte-americano.

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