EUA: em discurso mais longo da história, Trump exalta economia e ameaça Irã
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta terça-feira (24) o discurso do “Estado da União” com 1 hora e 48 minutos, duração apontada como a mais longa já registrada nessa tradição.
A fala ocorreu em um momento de queda na aprovação do presidente, com preocupação de aliados sobre possíveis efeitos nas eleições de meio de mandato. Uma pesquisa da CNN conduzida pela SSRS indicou que 32% dos americanos dizem que Trump teve as prioridades certas, enquanto 68% avaliam que ele não deu atenção suficiente aos problemas mais importantes do país.
Na política externa, Trump voltou a citar o Irã e afirmou que não permitirá que o país obtenha uma arma nuclear. Ele disse: " Nenhuma nação deve jamais duvidar da determinação da América. Temos as Forças Armadas mais poderosas da Terra", e acrescentou: " Espero que raramente precisemos usá-las. Isso se chama paz por meio da força. "
Ao tratar do tema, o republicano relembrou um ataque coordenado pelos EUA e Israel contra o Irã em junho de 2025, que teve instalações nucleares como alvo, e afirmou: " Após a [operação] Martelo da Meia-Noite, [os iranianos] foram avisados para não fazerem mais nenhuma tentativa de reconstruir seu programa de armas, em particular armas nucleares. Mas eles continuam. Recomeçaram tudo, nós arrasamos com tudo e eles querem começar tudo de novo".
Ainda segundo Trump, há negociações em andamento, mas ele disse: " Estamos em negociações, eles querem fechar um acordo, mas ainda não ouvimos aquelas palavras secretas: 'nunca teremos uma arma nuclear'". Em seguida, afirmou: " Minha preferência é resolver este problema por meio da diplomacia, mas uma coisa é certa: jamais permitirei que o maior patrocinador do terrorismo no mundo, que de longe é o caso, possua uma arma nuclear. Não posso deixar isso acontecer. "
No mesmo contexto, Trump afirmou que o Irã já desenvolveu mísseis capazes de ameaçar a Europa e bases no exterior, e também mencionou esforços para construir mísseis que poderiam alcançar os Estados Unidos. Ele voltou a ameaçar um ataque militar caso não haja um novo acordo nuclear “que seja justo com todas as partes” e disse ter enviado uma “grande frota” para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.
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