Israel ignora pedido de Trump e retoma ataques ao Irã
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Israel realizou bombardeios no Irã neste domingo (7), na madrugada de segunda-feira (8) no Oriente Médio, em resposta a um ataque de mísseis iranianos. A ação ocorreu apesar do apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que não houvesse retaliação, em meio ao cessar-fogo fechado no dia 7 de abril.
Após os ataques israelenses, o Exército de Israel informou nesta segunda (8) que identificou uma nova série de mísseis lançados do Irã e acionou seus sistemas de defesa aérea. Em comunicado no Telegram, os militares disseram: " Há pouco, o exército israelense identificou mísseis lançados do Irã em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa foram ativados para interceptar a ameaça".
O Irã afirmou que teve como alvo as bases aéreas israelenses de Nevatim e Tel Nof. Jornalistas da AFP relataram ter ouvido uma explosão sobre Jerusalém pouco depois do acionamento de um alerta aéreo.
Também nesta segunda (8), Israel declarou ter atacado alvos no complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do Irã. As Forças Armadas israelenses informaram ainda que, em um primeiro momento, foram bombardeados objetivos militares nas regiões ocidental e central do país persa.
A imprensa estatal iraniana registrou explosões em Teerã e também em Tabriz, Isfahan e Karaj. Relatos mencionaram o fechamento do espaço aéreo em boa parte do território iraniano e apontaram que um dos possíveis alvos foi o aeroporto internacional de Teerã, além de um armazém de drones na capital.
O ataque iraniano deste domingo (7) ocorreu depois de Israel atingir Beirute pela primeira vez desde um cessar-fogo com o governo libanês. O Irã declarou que Israel havia "cruzado todas as linhas vermelhas" ao atacar o Hezbollah.
Segundo as informações disponíveis, cerca de 11 mísseis foram disparados contra Israel e todos foram interceptados. Após isso, Trump disse ter telefonado para o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu para pedir que não respondesse militarmente, e declarou à imprensa americana que "estava tudo pronto para assinar um acordo na segunda, terça ou quarta, e agora isso".
Em declarações ao Financial Times, Trump afirmou que Netanyahu “não tem escolha a não ser aceitar um acordo com o Irã” e disse: " Sou eu que mando. Eu mando em tudo. Ele [Netanyahu] não manda em nada". O episódio aumenta a tensão entre Tel Aviv e Washington e lança incerteza sobre as negociações ligadas à guerra iniciada em fevereiro, atribuída a Trump e Netanyahu.
Na última quarta (3), Trump relatou uma conversa dura com Netanyahu ao cobrar o fim dos ataques contra o Líbano. O premiê israelense, que enfrenta uma eleição em outubro, é alvo de críticas tanto dentro de sua coalizão quanto da oposição, em meio às pressões envolvendo a condução das ações contra o Irã e, em particular, contra o Hezbollah.
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