Lula lança pacote de R$ 11,1 bilhões para combater o crime organizado
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A pouco mais de quatro meses das eleições de 2026, o Palácio do Planalto recebe nesta terça-feira (12) a cerimônia de lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.
O plano tem orçamento indicado de R$ 11,1 bilhões. Desse total, R$ 968,2 milhões aparecem como aportes diretos, enquanto R$ 10 bilhões são destinados a financiamentos para estados e municípios por meio do FIIS (Fundo de Investimento em Infraestrutura Social). Segundo informações obtidas pelo g1, a previsão é de cerca de R$ 11 bilhões, com R$ 1 bilhão no Orçamento de 2026 e outros R$ 10 bilhões via empréstimo do BNDES para os estados.
Durante o evento, Lula deve assinar um decreto e quatro portarias voltados à regulamentação das medidas anunciadas. A implementação, porém, depende da adesão dos governos estaduais, com acesso a recursos de fundos federais para quem aderir.
O desenho apresentado prevê medidas para atingir a estrutura econômica de organizações criminosas, incluindo a proposta de criação de uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) Nacional e a ampliação do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), para coordenar ações com órgãos de segurança pública envolvidos em investigações.
Nas redes sociais, o presidente Lula afirmou que o plano vai “destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”.
Outro eixo citado envolve presídios estaduais, com a intenção de aproximar o padrão de segurança ao das unidades federais, prevendo bloqueadores de celular e equipamentos de raio-x e de revista. Também foi mencionada a criação de um centro nacional de inteligência para articular ações entre União e estados no sistema penitenciário.
O decreto ainda prevê padronização dos registros de homicídios, compartilhamento de bases de dados e reforço das polícias científicas e das perícias. Dados do Instituto Sou da Paz apontam que 36% dos homicídios são esclarecidos no Brasil, abaixo da média mundial de 63%. Nesse conjunto, está previsto fortalecimento do IML, com entregas de equipamentos como DNA e freezers.
O lançamento ocorre no último ano de governo e em um cenário no qual a segurança pública ocupa espaço central no debate político, com o governo buscando consolidar uma agenda na área e ampliar a presença da PF nas fronteiras.
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