Megaoperação deixa 64 mortos no Rio de Janeiro
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A ação teve como objetivo combater a expansão territorial do Comando Vermelho e prender lideranças criminosas que atuam no Rio e em outros estados. Nas primeiras horas da manhã, dois homens foram presos e um fuzil foi apreendido em uma das vias de acesso ao Complexo da Penha. A megaoperação, fruto de mais de um ano de investigação conduzida pela DRE, resultou em mandados de prisão e busca e apreensão emitidos pela Justiça.
Como saldo, dois policiais civis foram mortos e outros oito agentes ficaram feridos. Segundo informações da Polícia Civil, mais de 60 suspeitos foram mortos, incluindo dois que eram provenientes da Bahia. Além disso, quatro moradores da região foram atingidos pelos confrontos.
O objetivo da megaoperação era cumprir mandados de prisão contra membros do Comando Vermelho (CV), sendo que 30 deles são de fora do estado do Rio de Janeiro e estavam escondidos nos complexos de favelas da região. As áreas foram identificadas pela investigação como potenciais bases para a expansão territorial da facção criminosa. Durante a ação, que mobilizou cerca de 2,5 mil policiais e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), 81 pessoas foram presas e 42 fuzis foram apreendidos.
Os confrontos refletem uma mudança no padrão de enfrentamento entre as forças de segurança e as facções criminosas no Rio de Janeiro. Os traficantes mostraram uma demonstração inédita de poder bélico ao utilizarem drones para lançar granadas contra as equipes das forças especiais da Core e do Bope. Essa tática, que lembra um cenário de guerra, mostra um desafio sem precedentes para as autoridades. O governador Cláudio Castro destacou a gravidade da situação, chamando a atenção para a necessidade de apoio federal e até das Forças Armadas diante do cenário de guerra que ultrapassa a esfera da segurança pública tradicional.
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