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NOAA estima El Niño e aponta chance de evento forte ou muito forte
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NOAA estima El Niño e aponta chance de evento forte ou muito forte

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05/06/2026 14h44
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Um meteorologista da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) afirmou ao site Live Science que a passagem para um novo El Niño está ocorrendo em um ritmo incomum e classificou o movimento como “rara”.

Nathaniel Johnson, que integra a equipe de previsão sazonal do fenômeno na NOAA, explicou que a agência se baseia nas temperaturas da superfície do mar no Pacífico Equatorial Central e Oriental para definir o enquadramento do evento. Quando as anomalias ficam acima de 0,5°C em relação à média tropical, a condição passa a ser considerada de El Niño.

Segundo Johnson, a intensidade do fenômeno é organizada em níveis que vão de fraca a muito forte. Ele indicou uma probabilidade de cerca de 50% de o próximo episódio chegar à categoria forte e de aproximadamente 25% de atingir o patamar muito forte, associado a ocorrências que aparecem apenas uma vez a cada uma ou duas décadas.

A NOAA também destacou a velocidade do cenário no Pacífico: o especialista apontou que a mudança de uma fase de La Niña para a perspectiva de um El Niño forte em pouco tempo figura entre as transições mais rápidas já observadas. Para ele, se a evolução atual se mantiver, o episódio pode representar uma das viradas mais aceleradas entre os extremos do ciclo do Pacífico.

O meteorologista mencionou ainda que há estudos que levantam a possibilidade de as mudanças climáticas estarem ligadas a oscilações mais velozes entre El Niño e La Niña, embora tenha ressaltado que o tema ainda precisa de investigação adicional.

Entre os efeitos associados a um evento forte ou muito forte, Johnson citou impactos em ecossistemas marinhos, queda na produtividade pesqueira em áreas do Pacífico Oriental e alterações nos regimes de chuva e de seca. Ele observou que Indonésia, Austrália e partes do Norte da América do Sul frequentemente registram condições mais secas durante o El Niño, o que pode elevar riscos para a agricultura e para incêndios florestais.

Johnson também apontou que oceanos mais quentes podem favorecer branqueamento severo de corais e influenciar a migração de peixes, com reflexos em zonas pesqueiras. Além disso, afirmou que o El Niño tende a elevar temporariamente a temperatura média global e que, se o episódio se confirmar como forte, pode aumentar a chance de novos recordes de calor, somando-se ao aquecimento observado nas últimas décadas.

Ao tratar das próximas projeções, o meteorologista recomendou cautela com leituras alarmistas. Ele afirmou que, embora a formação do El Niño seja vista como provável, ainda há incerteza quanto à intensidade final e aos impactos em cada região, reforçando a importância de acompanhar atualizações de monitoramento e previsões.

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