Paralisação no tráfego aéreo em São Paulo atinge Congonhas, Guarulhos e outros aeroportos
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Uma falha técnica no Controle de Aproximação (APP) na região de São Paulo provocou, na manhã desta quinta-feira (9), uma interrupção temporária que atingiu diretamente a área de controle terminal de São Paulo (TMA-SP), com reflexos nos aeroportos de Congonhas e no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
Em Congonhas, a Aena informou que as operações ficaram paralisadas entre 8h58 e 10h09. A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), declarou que a interrupção durou 36 minutos, das 9h30 às 10h06, citando “um problema técnico operacional” na região de São Paulo, sem detalhar a causa.
Já o Ministério de Portos e Aeroportos afirmou que as autorizações de decolagem na TMA-SP foram suspensas por 35 minutos. Segundo o ministério, o trabalho para levantar os impactos na malha aérea ocorre com a Anac e com apoio das concessionárias de Guarulhos e de Congonhas, além de articulação com o Decea para retomar a regularidade.
Nos terminais paulistas, passageiros lotaram os saguões para tentar remarcações. Apesar da indicação de retomada das operações, os painéis ainda mostravam voos atrasados ou cancelados. O Aeroporto do Campo de Marte, na Zona Norte da capital paulista, também registrou impacto.
No Rio de Janeiro, ao menos oito voos sofreram efeitos. No Aeroporto Internacional do Galeão, quatro voos foram atingidos: um voo para Campinas foi cancelado e outro para Guarulhos ficou atrasado; entre as chegadas, um voo de Campinas foi cancelado e outro de Guarulhos teve atraso. No Aeroporto de Santos Dumont, também foram quatro voos afetados: um voo com destino a Congonhas foi cancelado e outros três, que sairiam de Congonhas, também foram cancelados.
Em Brasília, o Aeroporto Internacional de Brasília teve reflexos em duas partidas, uma para Guarulhos e outra para Congonhas. Em Belo Horizonte, o Aeroporto Internacional de Confins registrou seis cancelamentos de voos com origem ou destino ligados a Congonhas ou Cumbica.
A Anac informou que acionou medidas iniciais de um protocolo de pré-crise para acompanhar o cenário e, com a retomada aparente da operação, passou a focar em mapear empresas, rotas e o total de passageiros atingidos, além de monitorar ao longo do dia possíveis efeitos em cascata.
A Aena afirmou que, ao meio-dia de hoje (9), Congonhas opera normalmente e que os motivos devem ser obtidos com a FAB, além de destacar que adota medidas para reduzir impactos. A GRU Airport informou que a paralisação decorreu de “uma interrupção geral no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo (TMA-SP)” e que não houve relação com nenhuma ocorrência no aeroporto de Guarulhos.
Segundo informações iniciais, ocorreu um incêndio no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, e os bombeiros foram acionados.
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