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Portugal decide segundo turno entre esquerda e extrema direita para presidente
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Portugal decide segundo turno entre esquerda e extrema direita para presidente

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08/02/2026 10h27
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Portugal realiza neste domingo (8) uma votação que coloca frente a frente António José Seguro e André Ventura na disputa pela Presidência. O segundo turno reúne o candidato do Partido Socialista, que liderou a primeira rodada, e o líder do Chega, que avançou em segundo lugar.

No primeiro turno, António José Seguro obteve cerca de 31% dos votos. André Ventura terminou com 23,49%. O embate ocorre após um processo eleitoral com participação de 11 partidos, número citado como recorde, e que ajudou a levar o país a um segundo turno presidencial pela primeira vez em 40 anos.

As pesquisas divulgadas nas últimas semanas apontam vantagem para Seguro. Um levantamento do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop), da Universidade Católica, indica 70% das intenções de voto para o socialista, contra 30% para Ventura. Os mesmos dados mencionam rejeição em torno de 60% ao candidato do Chega.

A campanha do segundo turno também foi impactada por temporais de inverno registrados nas últimas semanas, com mortes e destruição. Com os efeitos das tempestades ainda presentes em Portugal e na Espanha, ambos os candidatos ajustaram a agenda e visitaram áreas atingidas, além de criticarem a resposta do atual governo diante da situação.

A chegada de uma nova frente fria no fim da semana elevou a preocupação com a participação no pleito, já que o voto não é obrigatório em Portugal. Em meio a esse cenário, Ventura pediu o adiamento da eleição, mas o governo recusou.

A disputa ocorre enquanto Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, encerra quase uma década no cargo. Impedido pela Constituição de buscar um terceiro mandato consecutivo, ele convocou a nova eleição, que abre uma corrida inédita pelo Palácio de Belém.

O contexto eleitoral também se soma a uma sequência de votações nacionais desde 2024. Ao mesmo tempo, o país mantém o modelo de semipresidencialismo, no qual presidente e primeiro-ministro dividem funções: o chefe de governo conduz a administração diária, e o presidente atua de forma mais cerimonial, com maior influência em momentos críticos. A estrutura foi consolidada após a Revolução dos Cravos, em 1974.

 

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Este artigo foi criado por humanos via ferramenta de Inteligência Artificial e não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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