Presidente do Peru declara estado de emergência em Lima
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O presidente interino do Peru, José Jerí (foto), anunciou um estado de emergência de 30 dias na capital Lima para lidar com a crescente criminalidade e violência na cidade. A medida entrou em vigor à meia-noite no horário local (2 da manhã no horário de Brasília). Recentemente, protestos liderados pela chamada "Geração Z" eclodiram novamente, resultando na morte de uma pessoa durante os atos. Este é o primeiro grande desafio enfrentado por José Jerí desde que assumiu o cargo, em decorrência do impeachment de Dina Boluarte, há seis dias.
Os protestos têm sido motivados por reivindicações que incluem ações contra o aumento da criminalidade, a renúncia do presidente interino, o fechamento do Congresso e a convocação de uma assembleia constituinte para reformar a Constituição. As manifestações da última semana, organizadas nas redes sociais, concentraram-se na Praça San Martín. Jovens incendiaram cercas, lançaram coquetéis molotov e outros objetos contra as forças policiais.
Durante os confrontos, a polícia respondeu com gás lacrimogêneo e balas de borracha, resultando em ferimentos em pelo menos 55 policiais e 20 civis, além de dez prisões. Tragicamente, o rapper conhecido como Trvko faleceu devido a um disparo efetuado por um policial, o que gerou comoção e críticas a José Jerí. Este incidente provocou uma onda de indignação e questionamentos sobre o uso da força pelas autoridades.
A situação política no Peru permanece tensa, com a juventude manifestando sua insatisfação em relação ao governo e ao Congresso. As manifestações, denominadas "protestos da Geração Z", começaram em setembro em reação a uma proposta de reforma na previdência. Após o impeachment de Dina Boluarte, José Jerí assumiu o cargo e rapidamente se viu diante de um cenário desafiador, com as demandas da população exigindo mudanças significativas.
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