Putin critica novas sanções dos EUA como "ato hostil" e alerta para riscos econômicos
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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, criticou as novas sanções impostas pelos Estados Unidos ao seu país, classificando-as como um "ato hostil". As medidas afetam as maiores empresas petrolíferas russas Lukoil e Rosneft, além de levarem à suspensão de um encontro entre Putin e Donald Trump para discutir o fim da guerra na Ucrânia, que completa quatro anos em fevereiro.
Segundo Putin, as sanções terão consequências, mas não afetarão de forma significativa a economia russa. Ele ressaltou que o setor energético do país permanece confiante, apesar das perdas financeiras esperadas devido às medidas adotadas pelos Estados Unidos. As declarações do presidente russo contrastam com as de seu conselheiro, o ex-presidente Dmitry Medvedev, que afirmou que os EUA se tornaram inimigos da Rússia e estão trilhando o caminho da guerra.
Medvedev, que também é vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, alertou sobre as consequências das sanções econômicas e criticou a postura do governo de Trump. Além disso, a ameaça de Medvedev vem em meio a um contexto de tensões crescentes, com a realização de um grande exercício militar russo envolvendo o lançamento de mísseis balísticos, incluindo aqueles com capacidade nuclear, capazes de atingir os Estados Unidos.
Putin, por sua vez, afirmou que deseja manter o diálogo com os Estados Unidos e destacou a importância de áreas de cooperação entre os dois países. Ele mencionou que a cúpula que foi cancelada possivelmente será apenas adiada e ressaltou a necessidade de evitar um desequilíbrio nos mercados globais de energia, que poderia acarretar aumentos de preços desconfortáveis para diversas nações, incluindo os EUA. A resposta da Rússia a qualquer ataque ao seu território, assegurou Putin, será "séria e avassaladora".
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