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Renda média do brasileiro bate recorde e chega a R$ 3.367 em 2025, aponta IBGE
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Renda média do brasileiro bate recorde e chega a R$ 3.367 em 2025, aponta IBGE

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ICARO Media Group TITAN
08/05/2026 15h56
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©Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
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Dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na PNAD Contínua, mostram que 2025 terminou com a renda média dos brasileiros, somadas todas as fontes, em R$ 3.367 — o maior nível da série histórica.

Na comparação com 2024, quando o valor foi de R$ 3.195, a variação real foi de 5,4%. O levantamento também indica aumento da parcela da população com algum rendimento: 67,2% dos residentes no país, o equivalente a 143 milhões de pessoas, receberam recursos de trabalho, aposentadoria, programas sociais ou outras fontes.

O trabalho permaneceu como o principal componente. Em 2025, a soma dos salários pagos chegou a R$ 361,7 bilhões por mês. O analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes atribuiu o resultado a uma trajetória recente de expansão e afirmou: " São quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho a taxas anuais superiores a 6%. " Ele também apontou que o avanço se intensificou a partir de 2022 e alcançou 11,6% em 2023, frente ao ano anterior.

O rendimento médio mensal do trabalho foi de R$ 3.560 em 2025, com alta real de 5,7% em relação a 2024. Em comparação com 2019, o indicador ficou 11,1% maior. Já o rendimento mensal real domiciliar per capita atingiu R$ 2.264, após crescimento de 6,9% sobre 2024.

Mesmo com melhora em todas as faixas, a desigualdade teve leve elevação em 2025, depois de ter atingido o menor patamar da série em 2024. Segundo Fontes, o ganho foi relativamente maior entre os estratos de renda mais alta: " A população de maior renda teve crescimento acima da média populacional, apesar de a renda ter crescido para todos os estratos. Não houve piora da renda. O topo da pirâmide teve um crescimento acima da média populacional".

Entre os 10% mais pobres, a renda média real domiciliar per capita aumentou 3,1% em 2025 ante 2024, chegando a R$ 268 por mês, o que equivale a R$ 8,93 por dia. No extremo superior, os 10% mais ricos registraram alta de 8,7%, para R$ 9.117 mensais por pessoa da família. No recorte do 1% mais rico, o valor alcançou R$ 24.973 em 2025, 9,9% acima de 2024.

Fontes destacou que benefícios sociais voltados aos mais pobres não tiveram reajuste relevante no ano passado e mencionou fatores associados ao desempenho maior no topo, incluindo remuneração de trabalhadores mais qualificados, juros elevados e aluguéis em alta. Ele afirmou: " Teve a questão do mercado de trabalho, pode ter rendimento de outras fontes, como as aplicações financeiras e o rendimento de aluguel, que teve aumento importante em relação a 2024. Parte dessa alta renda tem rendimento de aluguel, investe em imóveis", e acrescentou: " Esse período de juros mais elevados e maior rentabilidade de algumas aplicações pode sim contribuir para a renda desses domicílios de rendimento alto. Essa parte da população pode ter sido beneficiada por essas aplicações. "

O analista também observou que, ao comparar com 2019, houve aumento do rendimento domiciliar per capita em todas as faixas, com crescimento mais significativo entre os mais pobres.

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