STF começa a julgar núcleo dos kids pretos da trama golpista
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento dos dez acusados de participarem da tentativa de golpe de Estado em 2022. O grupo faz parte do núcleo 3 da trama golpista, que teria planejado ataques a autoridades e monitorado alvos para tentar impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. As sessões estão reservadas para os dias 11, 12, 18 e 19 de novembro. A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em fevereiro se tornou ação penal em maio deste ano.
O julgamento teve início com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes e a sustentação oral do procurador-geral da República, Paulo Gonet. As defesas de cada réu terão uma hora para realizar a sustentação oral antes que os ministros votem. O primeiro a se manifestar será Moraes, seguido por outros membros da Primeira Turma. Este é o primeiro julgamento presencial do caso desde que o ministro Luiz Fux solicitou a transferência para a Segunda Turma.
A Procuradoria-Geral da República acusa o grupo do núcleo 3 de ser responsável por ações coercitivas visando manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022. O grupo é composto por um agente da Polícia Federal e nove militares, a maioria das Forças Especiais, conhecidos como "kids pretos". Entre as ações planejadas estariam pressões ao comando do Exército para aderir a um projeto de ruptura democrática e execução de planos para assassinar autoridades.
Os réus do núcleo 3 da trama golpista, formado pelos "kids pretos", estão sendo julgados pelo STF com sessões reservadas até a próxima semana. As acusações feitas pela PGR apontam que o grupo teria planejado atentados a autoridades, pressionado comandantes militares e monitorado alvos como parte da tentativa de impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O julgamento será conduzido pela Primeira Turma do STF, com a participação do ministro Alexandre de Moraes e a sustentação oral do procurador-geral, Paulo Gonet.
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