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Animatrônica: golfinho robótico promete acabar com cativeiro
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Animatrônica: golfinho robótico promete acabar com cativeiro

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Mega Curioso
18/09/2021 22h00
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O futuro dos zoológicos e parques aquáticos pode estar nas mãos da robótica, é o que promete uma empresa de tecnologia nos Estados Unidos. De acordo com a Edge Innovations, a companhia responsável por desenvolver alguns dos animais robóticos mais memoráveis de Hollywood passou décadas aprimorando seus equipamentos.

Criadores da orca em Free Willy (1993) e da cobra em Anaconda (1997), os especialistas em animatrônica esperam conseguir mudar a forma como os humanos enxergam a vida dos animais em cativeiro. Para isso, a equipe de produção conta com o seu maior exemplo em atividade: Delle, um golfinho de 2,5 metros capaz de nadar de forma semiautônoma usando inteligência artificial (IA) simples.

Golfinho robótico

 
 
 
 
 
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Para desenvolver Delle, que pesa aproximadamente 270 kg, foi necessário muito tempo de aprendizado. Simular os movimentos graciosos desses cetáceos com máquinas e computadores não foi uma tarefa fácil e exigiu horas analisando vídeos de golfinhos.

Foi assim que Walt Conti, fundador da Edge Innovations, e seus colegas descobriram como as diferentes partes dos golfinhos contribuíam para a aceleração, torque e outras habilidades locomotivas. Ao todo, o projeto acabou misturando uma enorme quantidade de ciência e arte. 

“Por dentro eles (animais robóticos) são todos maquinários. Entretanto, o que faz um golfinho — ou uma orca, beluga ou tubarão — diferenciado é a arte e o conhecimento que trazemos para ele”, explicou Conti em entrevista a Freethink. Em uma visão comercial, a animatrônica pode gerar “animais” que não precisam comer, dormir, treinar ou ir ao veterinário, além do fato de evitar com que mais criaturas fiquem em cativeiro.

Revolução no mercado

(Fonte: Edge Innovations/Divulgação)(Fonte: Edge Innovations/Divulgação)

A mecânica animal, entretanto, não é exatamente barata. Para a confecção de Delle, o custo total da operação girou em torno de US$ 3 milhões e US$ 5 milhões, enquanto um golfinho de verdade costuma gerar um gasto de US$ 100 mil para os parques aquáticos. 

Porém, a longo prazo é possível que esse empreendimento gere uma economia considerável de dinheiro, sem falar no sofrimento poupado a essas criaturas superinteligentes. E os criadores garantem que os visitantes dos parques dificilmente conseguirão notar alguma diferença entre o que é real e o que é robótico.

“Os movimentos de Delle são tão naturais que algumas plateias, e até mesmo os peixes que dividem o aquário, não conseguem distingui-lo de um golfinho de verdade”, explicou Conti. Apesar de usar um sistema IA, o equipamento ainda precisa ser controlado remotamente por um ser humano. 

Leia a matéria original aqui.

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