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IA não roubará empregos, mas será preciso preparar equipes
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IA não roubará empregos, mas será preciso preparar equipes

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13/01/2026 13h01
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O avanço da Inteligência Artificial (IA) tem despertado dúvidas no mercado de trabalho, especialmente em relação ao impacto da tecnologia sobre os colaboradores. A grande questão gira em torno do medo e da incerteza sobre a extinção de empregos e postos de trabalho. Entretanto, Lacier Dias, empresário, especialista em estratégia, tecnologia e transformação digital, doutorando pela Fundação Dom Cabral e fundador e CEO da B4Data, afirma que a IA não roubará empregos, mas evidenciará o nível de preparo e maturidade de pessoas e empresas para lidar com essas novidades.

A discussão ainda gira em torno de extremos. De um lado, previsões alarmistas sobre o fim do trabalho humano; de outro, discursos que vendem a IA como solução automática para todos os problemas organizacionais. No meio desse cenário, a tecnologia acaba sendo vista como um atalho para compensar falhas estruturais de gestão, o que tende a gerar frustrações e resultados limitados. “Na prática, a IA não elimina postos de trabalho de forma automática. O que ela faz é evidenciar a falta de maturidade de pessoas e empresas”, ressalta o professor.

De acordo com Dias, ferramentas de inteligência artificial funcionam como amplificadores. “Quando aplicadas em organizações com processos claros, boa gestão de dados e critérios bem definidos, aumentam produtividade e eficiência. Em ambientes desorganizados, porém, tendem a ampliar falhas, improvisos e decisões equivocadas”, diz. Embora seja consenso que algumas funções repetitivas e mal estruturadas tendem a ser automatizadas, esse fenômeno não é novo. Movimentos semelhantes ocorreram durante a Revolução Industrial e com a popularização da internet.

O especialista alerta que o erro mais comum será tentar substituir pessoas antes de corrigir problemas de estrutura, processos e liderança. “A presença humana segue sendo essencial para as empresas, não por uma questão emocional, mas por pragmatismo organizacional. A IA não assume responsabilidades, não sustenta cultura corporativa e não constrói relações de confiança. Esses papéis continuam sendo exercidos por pessoas, especialmente em ambientes que exigem tomada de decisão, pensamento crítico e compreensão de contexto”, comenta.

Empresas que investem na capacitação de profissionais para o uso estratégico da IA, na avaliação de Dias, têm registrado ganhos reais de produtividade, melhor gestão do tempo e redesenho mais eficiente de funções e cargos. Já organizações que implementam a tecnologia sem preparar as equipes enfrentam aumento de ruído interno, resistência, insegurança e pressão por cortes de custos. “Diante desse cenário, o maior risco não está na adoção da Inteligência Artificial, mas na falta de preparo das lideranças para utilizá-la com critério. O caminho apontado é a formação contínua de pessoas e a construção de modelos de gestão híbridos, nos quais tecnologia e capital humano atuem de forma complementar.”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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