Negociar preços em apps de transporte amplia acesso à mobilidade, aponta estudo
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A possibilidade de negociar o valor das corridas diretamente nos aplicativos de transporte tem ampliado o acesso à mobilidade e impulsionado o número de viagens na América Latina. É o que aponta um recente estudo da Oxford Economics, realizado em parceria com a inDrive, plataforma global de mobilidade e serviços.
De acordo com a pesquisa (The Economics of Fare Negotiation: Innovation and Inclusion in the Ride-Hailing Market), 64% dos usuários na região passaram a realizar mais viagens graças à autonomia de propor e aceitar (ou não) preços no app. Em mercados como Colômbia, México e Peru, cerca de 80% das corridas na inDrive envolvem algum tipo de combinação de preços, mesmo quando há uma tarifa sugerida pelo sistema.
O levantamento mostra também que modelos baseados exclusivamente em preços definidos por algoritmos nem sempre refletem a realidade de países marcados por grandes diferenças de renda e infraestrutura urbana. A definição direta de valores dentro do aplicativo surge como um complemento a esse modelo, permitindo ajustes mais alinhados às necessidades de usuários e motoristas parceiros, e viabilizando viagens que, muitas vezes, não aconteceriam.
Os efeitos positivos são comprovados em ambos os públicos do ecossistema das plataformas. Mais da metade dos passageiros (55%) dizem que as corridas com preço combinado são mais acessíveis do que as oferecidas por outros aplicativos, enquanto 66% dos motoristas parceiros afirmam que esse formato contribui para uma remuneração mais justa e ajuda a evitar corridas mal pagas.
A flexibilidade na definição dos valores também possui papel importante na ampliação do acesso à mobilidade. Cerca de metade dos usuários na América Latina afirma conseguir realizar viagens para regiões mais afastadas ou de difícil acesso graças à possibilidade de combinar o preço da corrida, fortalecendo a conexão entre áreas periféricas, bairros menos atendidos e os grandes centros urbanos. “Em mercados com grande diversidade econômica e geográfica, permitir que passageiros e motoristas parceiros cheguem a um acordo de preços melhora o funcionamento do sistema como um todo. Esse modelo ajuda a viabilizar corridas que não se encaixam nos valores médios definidos por algoritmos”, afirma Anubhav Mohanty, diretor da Oxford Economics.
Para a inDrive, os resultados reforçam a importância de combinar tecnologia com escolha humana. “Quando passageiros e motoristas parceiros conseguem definir valores justos e que fazem sentido para ambos, vemos mais viagens concluídas, maior equilíbrio na renda dos motoristas parceiros e melhor acesso à mobilidade, especialmente em mercados da América Latina”, afirma Andries Smit, Chief Growth Businesses Officer da inDrive.
“No Brasil, o modelo de preços da inDrive vai além da conveniência. Ele é uma ferramenta de inclusão social e econômica. Este estudo prova que ao devolvermos a autonomia para as pessoas, conseguimos atender a demandas que os algoritmos tradicionais muitas vezes ignoram. Nosso objetivo é continuar combatendo as injustiças e garantindo que a intermediação do transporte seja transparente, justa e acessível para todos", ressalta Stefano Mazzaferro, Country Manager da inDrive no Brasil.
Segundo a Oxford Economics, a combinação de preços marca uma nova fase na evolução da intermediação da mobilidade na região, ao unir eficiência tecnológica, flexibilidade e inclusão. O estudo, apresentado este janeiro, baseia-se em dados de pesquisas com passageiros e motoristas parceiros em sete mercados emergentes: Colômbia, Egito, México, Marrocos, Nepal, Paquistão e Peru. Para acessar a versão completa, clique aqui.
