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As redes sociais estão apodrecendo seu cérebro?
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As redes sociais estão apodrecendo seu cérebro?

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Anamaria
22/03/2026 16h00
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Você já perdeu a noção do tempo rolando o feed do Instagram ou TikTok e, depois, ficou com a sensação de mente cansada ou dificuldade de se concentrar? Pois esse efeito tem chamado a atenção de especialistas e ganhou até um nome: brain rot.

A expressão, eleita palavra do ano pelo dicionário Oxford em 2024, descreve um fenômeno cada vez mais comum — a sensação de esgotamento mental causada pelo consumo excessivo de conteúdos digitais, especialmente os vídeos curtos verticais.

Embora pareça exagero, especialistas afirmam que o impacto é real. Afinal, o uso intenso de redes sociais e o aumento do tempo de tela podem afetar diretamente a atenção, a memória e até o humor. Mas será que estamos, de fato, “apodrecendo” o cérebro?

Brain rot: o que acontece com o cérebro?

O termo brain rot não é um diagnóstico médico, mas ajuda a traduzir um conjunto de sintomas percebidos no dia a dia. Entre eles estão cansaço mental, dificuldade de concentração e perda de produtividade.

De acordo com especialistas, esse efeito está ligado ao funcionamento das redes sociais, que utilizam recursos como a rolagem infinita. Esse mecanismo mantém o usuário constantemente engajado, oferecendo conteúdos rápidos e personalizados.

“Isso libera dopamina, neurotransmissor relacionado à motivação e ao prazer. O cérebro libera dopamina e registra tal atividade como prazerosa”, explica Emílio Giroldo Tazinaffo, psiquiatra do Ambulatório de Transtornos do Impulso (AMITI) do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP).

No entanto, esse estímulo contínuo cria um ciclo difícil de interromper. Ou seja, quanto mais consumimos, mais queremos continuar.

Além disso, esse excesso de estímulos prejudica o foco. Consequentemente, a memória também sofre impactos. Em outras palavras, o cérebro passa a ter dificuldade para reter informações mais complexas.

Tempo de tela e impactos na saúde mental

O aumento do tempo de tela tem sido associado a sintomas como ansiedade, procrastinação e até desânimo. Isso acontece porque o cérebro se acostuma com recompensas rápidas, tornando tarefas mais longas menos atrativas.

Outro fator importante é o chamado “FOMO” (medo de estar perdendo algo). Esse sentimento, impulsionado pelas redes sociais, faz com que a pessoa sinta necessidade constante de checar notificações.

Especialistas alertam que o brain rot pode afetar especialmente crianças e adolescentes. Como o cérebro ainda está em desenvolvimento, os impactos podem ser mais intensos.

Segundo recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, o uso de telas deve ser limitado conforme a idade. Ainda assim, muitos jovens ultrapassam esse limite diariamente.

Como reduzir os efeitos do brain rot

Apesar dos riscos, é possível equilibrar o uso da tecnologia. Em primeiro lugar, reduzir o tempo de tela já traz benefícios significativos para a saúde mentalAlém disso, especialistas recomendam pequenas mudanças na rotina. Por exemplo, evitar telas antes de dormir e fazer pausas regulares durante o uso. 

Outra estratégia é o chamado “mindfulness digital”. Nesse caso, a ideia é usar a tecnologia de forma mais consciente, evitando multitarefas e distrações desnecessárias.

Por fim, criar momentos offline em família também faz diferença. Assim, o cérebro descansa e consegue recuperar sua capacidade de atenção.

Resumo: O brain rot descreve o impacto do consumo excessivo de conteúdo digital no cérebro. O uso intenso de redes sociais e alto tempo de tela podem prejudicar foco, memória e saúde mental. No entanto, mudanças simples na rotina ajudam a reduzir esses efeitos e melhorar o bem-estar.

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Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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