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Polêmica! Trend que incentiva violência contra a mulher é excluída do TikTok
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Polêmica! Trend que incentiva violência contra a mulher é excluída do TikTok

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Anamaria
12/03/2026 13h30
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A plataforma de vídeos curtos TikTok removeu conteúdos ligados à trend “Caso ela diga não”, que simulava agressões contra mulheres após rejeições em situações românticas. A decisão aconteceu depois que usuários denunciaram o material e autoridades brasileiras passaram a investigar a circulação desses vídeos.

A trend ganhou repercussão nas últimas semanas, especialmente no período próximo ao Dia Internacional da Mulher. Nos vídeos, homens encenavam gestos românticos — como pedidos de namoro ou casamento — e, após uma suposta negativa feminina, simulavam reações violentas. Em alguns casos, os criadores representavam socos, chutes e até ataques com armas.

Diante da repercussão, a Polícia Federal abriu investigação para identificar os responsáveis pela publicação do conteúdo. Além disso, a plataforma decidiu remover os vídeos por violarem suas políticas de segurança e discurso de ódio.

Trend fomenta discurso misógino e violência contra a mulher

A exclusão da trend ocorreu porque os vídeos feriam as diretrizes da comunidade da rede social. Segundo o TikTok, a plataforma não permite conteúdos que incentivem comportamentos violentos ou discursos de ódio.

Em nota oficial, a empresa afirmou que segue monitorando publicações relacionadas ao tema.

“Nosso time de moderação segue atento e trabalhando para identificar possíveis conteúdos violativos. Não permitimos discurso de ódio ou comportamento violento. Nossa prioridade é manter a comunidade segura”, informou a plataforma.

Além disso, a rede social destacou que continua investindo em ferramentas de moderação para proteger os usuários e evitar a disseminação de conteúdos perigosos.

Investigação identifica perfis ligados à trend

Paralelamente à remoção dos vídeos, a Polícia Federal já identificou 15 perfis envolvidos na publicação original do conteúdo. De acordo com o inquérito da Diretoria de Repressão a Crimes Cibernéticos, as contas investigadas criaram ou divulgaram vídeos entre 2024 e 2025.

Grande parte do material viralizou no ano passado, mas voltou a circular com força nas últimas semanas. Isso ocorreu principalmente após usuários denunciarem o conteúdo e influenciadores criticarem a trend nas redes sociais.

A investigação também apura se os responsáveis pelos vídeos atuam em outras plataformas digitais. Por isso, os delegados solicitaram ao TikTok a preservação dos dados dos perfis envolvidos, para que as informações possam integrar o inquérito em andamento.

Repercussão ocorre em meio ao aumento do feminicídio

A repercussão da trend acontece em um momento preocupante no Brasil. O país registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década.

Segundo dados recentes, 1.568 mulheres foram assassinadas por motivação de gênero no último ano. O número representa um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando foram registrados 1.492 casos.

Na prática, os dados mostram que cerca de quatro mulheres foram mortas por dia no país em 2025. Por isso, especialistas e influenciadores apontam que conteúdos que normalizam agressões podem reforçar comportamentos perigosos.

Resumo: O TikTok removeu vídeos da trend “Caso ela diga não”, que simulava agressões contra mulheres após rejeições. A decisão ocorreu após denúncias de usuários e investigação da Polícia Federal, que já identificou 15 perfis envolvidos. A repercussão acontece em meio ao aumento dos casos de feminicídio no Brasil.

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Estupro coletivo: entenda como caso é julgado – e o que o dia da Mulher tem a ver com isso

Leia a matéria original aqui.

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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