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Conheça o equipamento criado na USP que foi utilizado na Artemis II
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Conheça o equipamento criado na USP que foi utilizado na Artemis II

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Aventuras Na História
15/04/2026 16h54
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A frase “o brasileiro têm que ser estudado pela Nasa” ficou amplamente conhecida nas redes sociais. Porém, a recente missão espacial Artemis II, da Nasa, utilizou tecnologia brasileira, criada por pesquisadores da USP, para estudar seus astronautas.

A tecnologia brasileira

O dispositivo de pulso, chamado actígrafo, foi desenvolvido sob a coordenação do professor doutor Mario Pedrazzoli, especialista em cronobiologia e estudos do sono na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.

Sobre o equipamento é possível dizer que é uma ferramenta de monitoramento contínuo de variáveis biológicas. Ou seja, enquanto a pessoa utilizar a tecnologia, serão registradas as informações da pessoa e do ambiente em que ela está.

No entanto, esse dispositivo tem como foco o monitoramento do sono, nível de atividade durante a noite e intensidade e exposição à luz durante a noite.

Conforme o Globo, a tecnologia, inicialmente, foi financiada pelo programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe). Programa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Porém, com o crescimento progressivo da empresa e da tecnologia imbuída no dispositivo, a Condor Instruments passou a produzir o equipamento. Assim, em pesquisas de alta precisão de todo o mundo, o equipamento passou a ser utilizado.

Vale destacar que o actígrafo circula em áreas científicas como as da cronobiologia, as neurociências e a saúde pública, não tendo fácil acesso comercial ao grande público.

A utilização no espaço

Apesar de já ser muito utilizado em todo o planeta, no espaço foi a primeira vez. A missão Artemis II utilizou do equipamento para acompanhar os ritmos circadianos dos astronautas, monitorando a segurança e o desempenho deles durante as missões.

Devido aos diversos sintomas fisiológicas que a mudança da gravidade, o corpo humano pode refletir uma série de consequências às viagens espaciais. Desde o crescimento, graças à expansão da coluna, até a dificuldade de digerir alimentos propriamente.

Investigar o sono também é investigar a saúde física e mental dos astronautas, justificando o envio da tecnologia brasileira ao espaço.


*Sob supervisão de Éric Moreira

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