Fenômeno parecido com aurora boreal surge no Brasil após tempestade solar
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Uma tempestade solar massiva, considerada a maior em vinte anos, atingiu a Terra recentemente. Por conta desse fenômeno, o céu do Rio Grande do Sul exibiu luzes raras nesta semana. O evento possibilitou a observação técnica de uma possível Aurora Austral. Esse é o nome dado ao mesmo evento que a Aurora Boreal, mas quando o espetáculo ocorre no hemisfério sul.
De acordo com informações da CNN Brasil, o espetáculo não foi visível a olho nu. A câmera precisou de longa exposição para captar as cores vivas. O perfil do autor detalhou o momento exato do ocorrido na serra gaúcha.
Anomalia magnética
O evento ocorreu às 21h, posicionado entre a Via-Láctea e a Grande Nuvem de Magalhães. O registro durou breves minutos no horizonte. Geralmente, tais luzes aparecem somente nas extremidades polares da Terra.
Mas a potência do evento recente expandiu a área de visualização. A Anomalia Magnética do Atlântico Sul também contribuiu decisivamente. O Brasil fica sob uma região onde o escudo magnético é menor. Consequentemente, a entrada de energia solar na atmosfera torna-se viável por aqui.
Cássio Leandro Barbosa, astrofísico da FEI, comentou a viabilidade técnica disso em entrevista à CNN Brasil. Ele afirma que a longitude favorece a observação naquela área específica.
“Cambará é uma ponta bem sul”, reiterou o especialista sobre a localização. Logo, eventos de alta intensidade tornam-se perceptíveis nessas condições geográficas. Há, porém, uma pequena chance de ser apenas luminescência atmosférica natural.
Registro de 1875
Acontece que o Brasil já teve registros históricos similares no passado. Em 1875, o astrônomo Emmanuel Liais viu luzes no Rio de Janeiro. O então diretor do Observatório Imperial documentou o caso raro pessoalmente.
Ele descreveu raios vermelhos e esverdeados cortando o céu carioca. Pesquisas recentes, publicadas em 2024, resgataram esse dado histórico importante. Hoje, o cenário de alerta global se mantém muito ativo e constante.
A tempestade geomagnética pode afetar sistemas de comunicação e energia elétrica. Assim, agências espaciais monitoram o Sol constantemente neste momento.

