Artemis II: conheça a tecnologia da USP usada na viagem à Lua
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Em abril, astronautas da NASA, a agência norte-americana, chegaram ao lado oculto da Lua com a missão Artemis II. Um fato curioso é que um pedacinho do Brasil também esteve presente na viagem espacial: os agentes utilizaram uma tecnologia desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP). O relógio de pulso permitiu monitorar suas atividades, fornecendo informações principalmente sobre o sono.
USP na Artemis II
Criada por pesquisadores da instituição com apoio da Fapesp, a tecnologia baseou-se no actígrafo, um dispositivo capaz de rastrear movimentos. Com a adaptação dos cientistas brasileiros, no entanto, o relógio também passou a registrar a exposição à luz e a temperatura da pele. Essas informações são fundamentais para entender os ritmos biológicos humanos e como eles são influenciados pelo espaço.
“O nosso cérebro responde à rotação da Terra por meio do ciclo claro-escuro. Quando uma nave dessas está no espaço, não existe isso”, explicou o professor Mario Pedrazzoli Neto, um dos responsáveis pela pesquisa, em comunicado.
O resultado, conforme aponta o especialista, é a desregulação do sono em decorrência da falta de referência de dia e noite, o que pode ocasionar falhas cognitivas e motoras. Dessa forma, o monitoramento com a tecnologia, utilizado antes mesmo do voo, permite entender os efeitos e ajudar a criar condições mais adequadas para o descanso no espaço. Por exemplo, com alterações na iluminação da nave.

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