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Cientistas brasileiros criam exame de sangue que detecta câncer de mama com 95% de precisão
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Cientistas brasileiros criam exame de sangue que detecta câncer de mama com 95% de precisão

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Bons Fluidos
08/04/2026 15h07
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 Um grupo de pesquisadores desenvolveu um novo exame de sangue capaz de detectar o câncer de mama ainda em seus estágios iniciais com uma precisão de 95%. Fruto de uma parceria estratégica entre a Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e a biotech brasileira LiqSci, a tecnologia surge como uma ferramenta complementar à mamografia, prometendo tornar o processo de rastreamento menos invasivo, mais rápido e altamente eficaz.

Para alcançar o alto índice de acerto, os cientistas utilizam uma técnica avançada conhecida como PCR digital. Este método permite monitorar e ampliar o volume de moléculas de RNA mensageiro presentes na amostra de sangue, funcionando como uma “mensagem” clara de quais genes estão ativos naquele exato momento. Essa capacidade de identificar indícios precoces, antes mesmo do surgimento de sintomas clínicos, é o que diferencia o exame das metodologias convencionais.

A detecção precoce é o fator determinante para o prognóstico. De acordo com especialistas, quando a doença é identificada em suas fases iniciais, as taxas de cura podem chegar a 90%, permitindo protocolos de tratamento significativamente menos agressivos. O avanço é particularmente relevante para o cenário da saúde pública brasileira, onde o diagnóstico tardio ainda representa um dos maiores desafios para a oncologia.

Estatísticas do câncer de mama no Brasil

A chegada do RosalindTest ocorre em um momento crítico. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o triênio de 2026 a 2028 estimam que o câncer de mama corresponderá a 30% do total de casos de câncer em mulheres, ultrapassando a marca de 78 mil novas ocorrências anuais. O impacto dessa tecnologia no sistema de saúde pode ser transformador, auxiliando a reduzir as filas e a complexidade do acompanhamento preventivo.

Embora os cientistas ressaltem que o exame de sangue não substitui a mamografia, ele atua como um aliado fundamental para refinar o diagnóstico. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a possibilidade de realizar um rastreamento preciso através de um simples tubo de sangue representa uma democratização do acesso à tecnologia de ponta, colocando a ciência nacional na vanguarda do combate ao câncer de mama, pulmão e próstata.

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