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Você não deve cumprimentar nem agradecer ao ChatGPT; entenda por que
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Você não deve cumprimentar nem agradecer ao ChatGPT; entenda por que

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Bons Fluidos
19/01/2026 16h30
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O costume de cumprimentar, agradecer ou sempre falar com o ChatGPT adicionando cordialidades, como “por favor”, pode afetar o meio ambiente e até os comportamento mais do que imaginamos. É o que explica o especialista em Agricultura e Ciências da Vida da Universidade de Lincoln, Ricardo Morris. 

Os impactos do ChatGPT

Recentemente, o diretor executivo da OpenAI, Sam Altman, usou o X (antigo Twitter) para confirmar a crença de que um simples “obrigada” acarreta não somente um maior gasto de energia, como custos bilionários. Isso porque cada cumprimento representa um microprocesso que, somado aos pedidos centrais, estimula o funcionamento de servidores com alta demanda energética.

“Cada vez que consultamos um modelo de IA, ele precisa realizar um novo cálculo para gerar uma resposta. Em termos técnicos, então, cada solicitação desencadeia uma nova ” inferência ” – uma passagem computacional completa pelo modelo – e esse custo energético é incorrido a cada vez”, detalhou Morris, em um artigo publicado no ‘The Conversation’.

Por esse motivo, o especialista explica que a Inteligência Artificial em si, e não apenas as cortesias, gera impactos ambientais, ao demandar grandes volumes de água para refrigeração e manutenção das operações, além de extensas áreas de terra para a construção de data centers. Um estudo publicado na revista Science, inclusive, estima que essas instalações já representam uma parcela significativa do consumo global de eletricidade.

Nesse cenário, conforme ressalta a especialista, os danos dos cumprimentos podem parecer mínimos. Entretanto, eles demonstram como a tecnologia tem se instaurado no dia a dia da população e moldado comportamentos. “O efeito de algumas palavras a mais é insignificante em comparação com a energia necessária para operar a infraestrutura do data center subjacente. O que talvez seja mais importante, contudo, é a persistência da ideia. Ela sugere que muitas pessoas já percebem que a IA não é tão irrelevante quanto parece. Esse instinto merece ser levado a sério”, orientou Morris.

*Leia também: Inteligência Artificial pode reconfigurar a mente humana? Cientista social responde

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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