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Bad Bunny critica agência de imigração dos EUA em seu discurso no Grammy: 'Somos humanos'
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Bad Bunny critica agência de imigração dos EUA em seu discurso no Grammy: 'Somos humanos'

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Bons Fluidos
02/02/2026 15h00
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A cerimônia do Grammy 2026 ficou marcada não apenas pelos prêmios, mas também por discursos carregados de posicionamento político e humanitário. Um dos momentos mais fortes da noite veio de Bad Bunny, que usou o palco para ir além da música e fazer um pronunciamento direto contra as ações do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos).

Ao vencer a categoria de Melhor Álbum de Música Urbana com DeBÍ TiRAR MáS FOToS, o cantor surpreendeu ao iniciar sua fala sem os tradicionais agradecimentos. “ICE fora!”, disse, arrancando aplausos imediatos da plateia. Na sequência, reforçou a mensagem com um discurso que ecoou pela arena: “Não somos selvagens. Não somos animais. Não somos alienígenas. Somos humanos e somos americanos.”

Amor como resposta ao ódio

Durante sua fala, Bad Bunny comentou o clima de hostilidade e polarização que tem marcado o debate público nos Estados Unidos, especialmente em relação à imigração. Em tom reflexivo, pediu que a comunidade latina e seus aliados não se deixem contaminar pelo ódio.

“Eu sei que está difícil não odiar nesses dias… às vezes a gente fica contaminado”, disse o artista. Em seguida, completou: “O ódio fica mais poderoso com mais ódio. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”O cantor encerrou com um apelo coletivo: “A gente precisa ser diferente. Se a gente for lutar, que seja com amor. Não odiamos eles. Amamos nosso povo, nossa família… É assim que tem que ser. Com amor.”

Uma noite histórica para a música latina

Um coro em defesa dos imigrantes

A pauta migratória atravessou toda a cerimônia. Outros artistas também usaram o palco para reforçar mensagens semelhantes. A cantora Olivia Dean, ao vencer como Artista Revelação, destacou sua história familiar: “Eu sou produto de coragem e eu acho que essas pessoas merecem ser celebradas. Não somos nada uns sem os outros”.

Billie Eilish, ao receber o prêmio de Música do Ano por Wildflower, foi direta: “Por mais agradecida que eu esteja, honestamente, não acho que eu preciso dizer nada além de que ninguém é ilegal em uma terra roubada”. Em seguida, completou: “É muito difícil saber o que dizer e o que fazer agora, mas me sinto muito esperançosa aqui. Sinto que precisamos continuar lutando, nos manifestando e protestando. Nossas vozes realmente importam e as pessoas importam. F*da-se o ICE”. 

Protestos e contexto social

As falas no Grammy refletem um momento de forte tensão nos Estados Unidos. Manifestações recentes, reunidas sob o lema “ICE Fora de Todos os Lugares”, criticam as políticas migratórias do governo Trump e as ações do órgão federal, especialmente após mortes de civis em operações de imigração, que geraram comoção e revolta em diferentes estados.

O Grammy 2026 mostrou que, para muitos artistas, a música e o palco também são espaços de debate social. Ao transformar seus discursos em manifestações públicas, Bad Bunny e outros nomes da indústria reforçaram que arte, identidade e política caminham juntas – sobretudo quando o assunto é dignidade humana.

Leia também:Grammy 2026: Caetano e Bethânia ganham prêmio de Melhor Álbum de Música Global”

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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