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Iga Swiatek desabafa sobre falta de privacidade no Australian Open: 'Somos animais no zoológico?'
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Iga Swiatek desabafa sobre falta de privacidade no Australian Open: 'Somos animais no zoológico?'

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Bons Fluidos
28/01/2026 22h38
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O debate sobre limites de exposição no esporte ganhou força no Australian Open. Após a divulgação de um vídeo que mostra Coco Gauff quebrando a raquete em uma área interna do complexo, jogadoras e jogadores passaram a questionar o excesso de câmeras fora das quadras, em momentos considerados íntimos.

Iga Swiatek foi direta ao abordar o tema depois da derrota para Elena Rybakina nas quartas de final. “A questão é: somos tenistas ou animais no zoológico, observados até na hora de fazer cocô? Isso foi um exagero, obviamente, mas seria bom ter um pouco de privacidade”, desabafou ela durante uma entrevista.

Seria bom também poder fazer as coisas do nosso jeito e não sermos sempre observados. Somos tenistas, e nosso papel é sermos observados na quadra e na imprensa, esse é o nosso trabalho. Não é nosso papel virar meme quando esquecemos nossa credencial. É engraçado, com certeza. As pessoas têm algo para comentar. Mas, para nós, não acho necessário”, acrescentou ela, que ao ser questionada sobre um possível diálogo com os organizadores do torneio, demonstrou ceticismo. “Qual é o objetivo?”, respondeu.

Amanda Anisimova também comentou a falta de privacidade no Melbourne Park e afirmou que tenta evitar situações de exposição. Segundo ela, ‘manteve a cabeça baixa’ até chegar ao vestiário. A norte-americana ponderou que a visibilidade nem sempre é negativa, mas destacou o outro lado.

“Obviamente, há bons momentos que as pessoas veem e isso é divertido. Depois, quando você perde, provavelmente há momentos não tão bons”, comentou ela, que também se manifestou sobre o episódio envolvendo Gauff. “O vídeo de Coco que foi postado é difícil, porque ela não teve voz ativa nisso”, ponderou.

Apoio de peso

Novak Djokovic se solidarizou com a jovem tenista, embora veja poucas chances de mudança no cenário atual. “Eu concordo com ela. É realmente triste que você não possa basicamente se afastar para qualquer lugar e se esconder e descarregar sua frustração, sua raiva de uma forma que não seja capturada por uma câmera”, disse.

O sérvio ampliou a crítica ao falar sobre a cultura de hiperexposição. “Mas vivemos em uma sociedade e em uma época em que o conteúdo é tudo, então é uma discussão mais profunda. Acho que é muito difícil para mim ver a tendência mudando na direção oposta, ou seja, tirando as câmeras. Estou surpreso por não termos câmeras enquanto tomamos banho. Esse é provavelmente o próximo passo. Sou contra isso.”

Quem também apoiou Coco Gauff após a repercussão do vídeo foi Serena William. “Paixão. Carinho. Importa. Não há nada de errado em odiar perder. Agora, Coco, quando você quiser, posso te mostrar como arrasar com um golpe só… no estilo Serena”, escreveu a tenista nas redes sociais.

Tennis Australia se manifesta após o desabafo de Iga Swiatek e outros tenistas

Em nota à Reuters, a Tennis Australia afirmou que as câmeras em áreas de aquecimento e recuperação existem para criar uma ‘conexão mais profunda’ com o público. A entidade, no entanto, disse estar aberta ao diálogo. “Encontrar o equilíbrio certo entre mostrar as personalidades e habilidades dos jogadores e, ao mesmo tempo, garantir seu conforto e privacidade é uma prioridade para o Aberto da Austrália.”

Leia também: Pediatra alerta sobre exposição de crianças na internet: ‘Devemos proteger e guiar’

Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do TIM NEWS, da TIM ou de suas afiliadas.
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