Inter x Corinthians: perícia se pronuncia sobre ‘caso Rafael Ramos’
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Inter x Corinthians aconteceu no último dia 14 de maio e segue com muita polêmica extracampo. Na oportunidade, Rafael Ramos teria chamado Edenilson de “macaco” e o jogo foi interrompido devido ao acontecido. Apesar das conversas dos árbitros, a partida seguiu normalmente e terminou com o placar de 2 a 2. No entanto, o caso segue nos tribunais.
Nesta quarta-feira, 8, em nota oficial, o laudo da leitura labial requerido pela Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul saiu e chegou com um resultado pouco esperado. Devido a palavra ter ocorrido por meio da “porção interna da cavidade oral", não foi possível concluir se Rafael Ramos chamou Edenilson de “macaco” no jogo Inter x Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro de 2022.
De acordo com as informações, o documento realizado pelo Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul chegou a 40 páginas e não cravou que Rafael Ramos tenha chamado Edenilson de “macaco”. Segundo o que foi divulgado, não é possível confirmar que o lateral do Corinthians tenha insultado o rival do Inter durante a partida do último dia 14 de maio, no Beira Rio.
Por essas razões, é impróprio que a perícia criminal oficial do Estado afirme, com responsabilidade do ponto de vista processual e científico, o que foi proferido pelo jogador na cena questionada”, escreveu na nota sobre o caso.
Em entrevista para o “Globo Esporte”, Luiza Caruso, delegada do caso, revelou que vai encaminhar o processo para o Ministério Público:” Vamos juntar a perícia contratada pelo Edenilson e pelo Rafael Ramos, e aí tem a questão da palavra da vítima, ver o que tem de prova, que não seja suposição. Em princípio não vai ter indiciamento”.
Confira a nota do Instituto-Geral de Perícias!
"O Instituto-Geral de Perícias remeteu hoje à 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre o Laudo Pericial sobre o pedido de perícia de leitura labial acerca dos fatos ocorridos em jogo no Estádio Beira Rio em 14 de maio.
Sobre o pedido de exame pericial de leitura labial, ressalta-se que não foi encontrada metodologia científica, aplicada à análise forense de vídeos, que sustente esse tipo de trabalho. Existem apenas publicações sobre percepção visual da fala e aprendizagem de leitura labial. Além disso, o registro enviado não possui o som das falas que interessavam à investigação, tornando impossível a perícia de áudio.